Herói

z-joe-jusko

Conan, O Barbáro

Marcando o início do sub-gênero espada e feitiçaria este é sem sombra de dúvidas um dos personagens mais queridos das HQs.

Nascido da mente de Robert E. Howard, em 1932. Nosso herói foi publicado em livros de bolso chamados pulps surgindo pela primeira vez na edição Weird Tales com a aventura “The Phoenix on the Sword” (A Fênix na Espada).

Infelizmente o autor suicidou-se, mas deixou uma obra considerável escrita deste Cimério  e de outros personagens como o rei Kull (um antepassado do Conan nos tempos da antiga Atlândida), e Salomon Kane (outro personagem que também não curto).

Após a morte de Howard os autores L. Sprague de Camp e Lin Carter continuaram escrevendo contos sobre Conan.

A Marvel Comics adaptou o anti-herói para as HQs nos anos 70, tornando-o famoso na cultura pop. Este gibi clássico tinha arte do mestre Barry Windsor-Smith e roteiro do consagrado Roy Thomas.

As histórias de Conan acontecem durante a Era Hiboriana que “historicamente” falando situa-se entre a época que Atlântida afundou e antes da ascensão do Império Romano.

O que chamou minha atenção em suas aventuras é que Conan é tipo um andarilho vivendo em vários lugares diferentes: Aquilônia, Zíngara, Nemédia, Hiperbórea, Valúsia, Stygia, Coríntia entre outras cidades.

Em suas extensas viagens, Conan já foi ladrão, mercenário, pirata e por último rei. Sempre enfrentado tiranos, guerreiros, magos, bruxas e monstros se livrando de situações absurdas valendo-se de sua coragem, enorme força e habilidade com a espada. Se não me falha a memória seu lema é “se sangra pode morrer”.

Ou quando está com raiva exclama: “por Crom” ou “Crom me carregue”, um deus Cimério que as vezes é benevolente ou em outras sarcástico e cruel.

O Cimério tem temperamento forte, adora beber vinho e também curte uma briga quando é provocado. Conan é um amigo leal, mas tem um coração mole quando o assunto é mulher. Nesse quesito sua vida amorosa foi bastante movimentada, pois por onde ia encontrava sempre alguma bela mulher para lhe fazer companhia.

Posso citar: Jenna, Chabela, Olívia, Nzinga entre outras. E além dessas mulheres havia aquelas que foram mais marcantes em sua vida como: Sonja, Bêlit, Valéria e Zenóbia (sua esposa).

Quando estava mais velho, Conan matou o tirano Numedides assumindo o trono de Aquilônia. E depois de se casar com a bela Zenóbia se tornou pai de: Conn, seu herdeiro ao trono e também da princesa Radegund.

Seu principais inimigos são:  Toth-Amon, Thulsa Doom, Devorador de Almas e Príncipe Yezdigerd.

No filme Conan, O Bárbaro (1982), temos a origem do anti-herói, interpretado pelo fortão Arnold Schwarzenegger. Nesta aventura enfrenta o feiticeiro Thulsa Doom (James “Darth Vader” Earl Jones), pois o vilão havia assassinado seus pais quando era criança.

Anos depois procurando vingança, Conan ao lado de Valéria (Sandahl Bergman) e Subotai (Gerry Lopez) vão resgatar uma princesa que se aliou ao culto do feiticeiro.

O filme mostra a clássica cena do Conan crucificado tendo que comer abutres para sobreviver e uma feiticeira que não aguenta transar com o Cimério sumindo de repente. Demonstrando um ótimo nível de ação, esta adaptação foi a mais fiel possível sobre o herói dos gibis, alçando Schwar ao sucesso.

Depois tivemos Conan, o Destruidor (1984) devido a morte de Valéria, Conan faz um trato com a feiticeira Taramis (Sarah Douglas) para ressuscita-la. Resultando na perigosa missão de levar a princesa virgem Jehnna (Olivia d’Abo) recuperando o chifre mágico de Dagoth.

Só pra constar, Sarah Douglas é bastante conhecida nossa por causa da vilã Ursa, de Superman 2.

Lembrando também que temos a presença da modelo/cantora Grace Jones como a guerreira Zula. Depois ela interpretou May Day em 007 Na Mira dos Assassinos (1985).

Apesar da produção caprichada o filme não foi bem aceito pela crítica. Olivia d’Abo recebeu um prêmio framboesa por sua interpretação, mas pra quem assistiu quando era moleque na década de 80 é um filme marcante.

Nos anos 90 tivemos na telinha, Conan: Animated Series que mostrava as aventuras do Cimério num estilo mais suave. Totalmente fora do contexto do gibis, Conan estava atrás de Wrath-Amon que havia transformado seus pais em pedra.

A intenção do feiticeiro era trazer o deus Seth para nosso mundo e aniquilar tudo, mas Conan tinha amigos na luta contra o mal. Needle, uma fênix muito chatinha, Zula, um príncipe Wasai, Greywolf, o feiticeiro, a bela ladra Jezmine e o viking Snagg.

O desenho teve apenas uma temporada com 64 episódios, porém apesar de eu ter acompanhado não gostava da abordagem fraquíssima dada ao Cimério.

O seriado televisivo do guerreiro, Conan: O Aventureiro foi estrelado por Ralf Moeller, em 1997. A grande diferença é que essa versão foi inspirada no filme dos anos 80 sendo um pouco diferente do que lemos nos quadrinhos.

Após a morte de seus pais, Conan foge sendo presenteado com a espada mágica de Atlantis, pois precisa enfrentar o vilão Hissah Zuhl para no futuro tornar-se rei.

Os efeitos especiais são fracos, pois a produção não é lá uma grande coisa. A série foi exibida pela Rede Globo tendo um total de apenas 22 episódios.

Em 2011 foi a vez de Jason Momoa interpretar o Cimério, em Conan, O Bárbaro.

Com uma vasta mitologia Conan foi uma adaptação que foi mal falada por alguns críticos que pude ler na internet. Principalmente quanto a atuação de Jason Momoa, mas apesar dele não ser tão musculoso quanto aos atores anteriores (sinceramente gostei do filme).

Além das locações que são belíssimas Conan aparece simplesmente como Conan: seu tempo como ladrão, a citação da HQ clássica da “Torre do Elefante“, as cidades como Hirkânia entre outras, bom só por isso eu gostaria de assistir uma continuação pra saber o que o diretor Marcus Nispel nos traria de bom.

Jason Momoa foi uma grata surpresa em sua caracterização como Conan, porque ficou boa lembrando fielmente o personagem dos quadrinhos (a espada, o cordão e o jeito de ser). Se há elementos das novas HQs pela Dark Horse infelizmente não posso falar, porque há anos não acompanho novas aventuras, porém isto é o de menos.

Apesar do filme ter ficado razoável dentro do possível ainda mais pela presença ameaçadora do vilão Khalar Zym (Stephen Lang). E também pela beleza de Rachel Nichols que quase me fez perder a atenção na história, porém ela atuou como uma verdadeira personagem das HQs do bárbaro feminina, forte e sensual na medida certa.

Infelizmente faltou mais daquela violência pungente que é uma característica crucial dos quadrinhos que lemos.

Nos gibis eu lembro quando o personagem era comparado a Amra, o leão e viajava pelos mares ao lado da lindíssima Bêlit, a rainha da Costa Negra (singrando pelos setes mares no navio Tigresa).

Uma fase inesquecível pra mim, pois eu ficava viajando como se participasse da aventura e isto sempre foi o que mais gostei na narrativa do personagem a gente parece estar vivendo cada passagem da HQ.

Confira na galeria abaixo algumas imagens de Conan que garimpei na web

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