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As Melhores Adaptações de HQs – Parte 1

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Bom, há algum tempo atrás comentei sobre as Piores Adaptações de HQs que tive o desprazer de assistir. Então já estava mais que na hora de lembrar das melhores que foram marcantes pra mim.

Gosto pessoal é algo que não se discute, mas acho que há quase um consenso geral quando estamos neste quesito. Lembrando que não vou comentar sobre o Homem-Morcego de Tim Burton, a Trilogia de Chris Nolan, Os Vingadores e também Superman: O Homem de Aço, porque já fiz algumas postagens sobre esses filmes.

Agora chega de enrolar e vamos ao que interessa.

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Superman 2 – 1980

Lembro que quando eu era mais novo existia a censura na TV aonde aparecia a idade correta pro que iria ser veiculado. E eu pedia pro Seu Luiz Carlos, meu pai pra me deixar assistir filme junto com ele. Invariavelmente era terror com vampiro ou lobisomem ou faroeste ( chamado popularmente filme de bangue-bangue).

Aprendi a gostar de filme com meu pai. Até que numa bela noite de Super Cine, a Rede Globo, veiculou Superman: O Filme, com Christopher Reeve.

Aquilo foi o início de tudo pra mim servindo pra despertar minha atenção pro mundo dos gibis. É inegável o carisma de Reeve ao interpretar o Azulão demonstrando uma sinceridade tão simples e natural que ficou guardado pra sempre em meu coração como um dos meus filmes preferidos de todos que já vi.

Principalmente por causa da inesquecível música tema de John Williams que surge logo no início do filme. Vira e mexe ponho no rádio pra escutar no volume máximo (acho que a maioria dos fãs devem entender sobre o que estou falando).

Podemos notar que o roteiro se preocupa em sermos ambientados nos últimos momentos de vida da raça kriptoniana.

Depois temos a partida do foguete, a explosão devastadora e a chegada do bebê em nosso planeta são cenas marcantes. Lembro que há também elementos clássicos como a Fortaleza da Solidão e até a Zona Fantasma (aonde Zod e seus asseclas estão presos).

A personalidade de Clark Kent atrapalhado e deslocado é insuperável. Algo que somente podemos comparar com seu antagonista. Lex Luthor (Gene Hackman) “a maior mente criminosa de nosso tempo”.

O pior pecado desta versão é a cena que segue após a morte de Lois Lane (Margott Kidder), na qual o Super faz a Terra girar ao contrário pro tempo voltar pra trás e salvar o grande amor de sua vida.

Imagina as catástrofes que nosso planeta sofreria se algo assim fosse verdade? Bom, esquecendo esta mentira absurda podemos assisti-lo sem problema nenhum.

Superman 2: A Aventura Continua foi feito ao mesmo tempo que seu antecessor e desta vez o trio de criminosos é libertado da Zona Fantasma (através de uma explosão nuclear no espaço).

Zod (Terence Stamp) que havia jurado vingança contra Jor-El (Marlon Brando) parte pra Terra e aqui quer concluir seu intento matando Kal-El e dominando nosso planeta.

Nesse meio tempo Clark havia desistido de seus poderes para tornar-se um ser humano comum e desfrutar de uma vida convencional ao lado de sua amada Lois.

Quando amargamente após ser surrado num bar descobre que Zod dominou a Casa Branca parte numa jornada para recuperar seus dons especiais.

O filme mostra que o Super nunca poderá ter uma vida normal como ele realmente deseja (uma situação demonstrada inúmeras vezes nos gibis).

O ápice de Superman 2 são as lutas do Azulão contra seus inimigos em Metrópolis aonde temos socos, chutes e muita destruição. E depois na Fortaleza da Solidão, aonde o herói lança seu emblema e faz cópias de si mesmo (é nesta parte que escutamos o Homem de Aço dizer: “Luthor sua cobra venenosa!”).

Na máquina que retira os poderes de um kriptoniano só que o efeito foi invertido, porque enquanto Kal estava protegido seus inimigos estavam perdendo seus dons.

Quando tudo estava mais tranquilo o Azulão apaga a mente de Lois com um beijo mais um poder que nunca existiu nos gibis. E mesmo com todos os defeitos, furos e erros intragáveis ainda é uma das melhores adaptações tornando-se inesquecível pra todos que viram e gostam do Superman clássico.

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A Lenda do Zorro – 2005

Já li vários comentários sobre adaptações pra telona, mas a maioria se esqueceu deste herói que usa apenas capa e espada pra combater os malfeitores.

O Zorro serviu como inspiração pro surgimento do Batman (roupa preta, máscara, capa e caverna).

Lembrando que em A Máscara do Zorro, a esposa de Don Diego (Anthony Hopkins) é assassinada e sua filha foi levada por seu pior inimigo. Então, ele passa vinte anos na prisão sem vê-la. Assim que consegue fugir faz do ladrão Alejandro Murrieta (Antonio Banderas) seu pupilo para que Zorro não morra e obtenha sua vingança.

Foi justamente essa parte que ficou ótima, pois não importa quem esteja atrás da máscara. O importante é que a lenda permaneça. Se não me engano Chris Nolan fez o mesmo no terceiro filme do Morcegão (“nada se cria tudo se copia”).

Não posso deixar de comentar que a beleza de Catherine Zeta-Jones é fascinante e a cena de duelo de espadas entre ela e Bandeiras num estilo igual ao tango fico sensual (e inesquecível).

Bom, o primeiro foi um sucesso absoluto, mas esperaram tempo demais pra fazer uma continuação. Desta vez passaram-se dez anos e o casal briga bastante, pois Murrieta havia prometido pendurar a capa quando seu filho nasceu (só que isso não aconteceu).

Aliás o pequeno e divertido Joaquin (Adrian Alonso) funciona como uma versão mirim do pai, agindo como seu herói Zorro, causando bastante confusão e infernizando a vida do padre que é seu professor.

Como pano de fundo está o estado da Califórnia que votará pra fazer parte dos EUA. O pistoleiro Jacob McGivens sofre nas mãos do herói que demonstra muita agilidade com a espada, pular dos telhados (entre outros feitos notáveis).

A sequência é marcada por diversas cenas de ação, com direito a explosões e muitos tiros, mas a separação de Alejandro e Helena ficou muito marcante. É interessante notar que os atores tiveram uma combinação perfeita.

E ainda pra completar temos um vilão chato pra caramba o Conde Armand (Rufus Sewell). A Lenda do Zorro é uma diversão prazerosa que vale a pena assistir.

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O Sombra – 1994

O herói não é muito conhecido do grande público, mas surgiu num programa de rádio na década de 30. Algo muito comum nesta época, pois tivemos vários heróis que tinham este formato (Super-Homem, The Lone Ranger, Besouro Verde entre outros).

O Sombra foi criado por Walter Brown Gibson, que usava o pseudônimo Maxwell Grant.

Só pra constar, no seriado radiofônico, a noiva do Sombra, Margo Lane, era dublada por Agnes Moorehead, atriz que interpretou Endora, no seriado A Feiticeira.

Lamont Cranston era um milionário que a noite combatia o crime como O Sombra, um cruel e implacável inimigo dos malfeitores. O herói sempre usa chapéu, casaco e capa tudo da cor preta sua boca fica coberta por um lenço vermelho e usa um rubi na mão (conhecido como Girassol).

O herói usa duas pistolas calibre 45, possui ótima mira e usa um aparelho voador criado especialmente pra ele. Além disso tem o incrível poder de controlar a mente das pessoas através de hipnose e pode desaparecer na frente de seus inimigos (Margo Lane é seu par romântico).

O Sombra também serviu de inspiração pro surgimento do Homem-Morcego.

No filme é seguida toda a premissa que há nos gibis do herói, pois Lamont Cranston (Alec Baldwin), um milionário que a noite se transforma no misterioso O Sombra (e seu poder mental é mantido). Ele se apaixona por Margo Lane (Ann Miller) e precisa manter sua identidade secreta para que ela não descubra.

A aventura acontece na cidade de Nova York na década de 30 e o herói precisa impedir que o vilão Shiwan Khan, que possui os mesmos tipos de poderes que ele destrua a cidade com uma bomba atômica.

O filme seguiu a mesma linha de efeitos especiais que foram criados pro filme do Batman. É uma história trivial na qual temos herói que precisa salvar o mundo, a mocinha com o pai sequestrado e o vilão que deseja destruir tudo.

Situação típica das historias que aconteciam nos seriados pra cinema e mesmo com os efeitos especiais bem datados é uma aventura empolgante. Lembro que a sombra do herói se movia ajudando em alguns momentos e o visual do Sombra está impecável (vale a pena assistir só pra relembrar ou conhecer).

Fim da Primeira Parte.

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