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As Melhores Adaptações de HQs – Parte 2

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Não vou ficar enrolando muito, então confira sobre o que eu penso destes filmes.

Dick Tracy – 1990

É um importante herói na cultura pop americana que atualmente foi deixado no limbo. Suas aventuras detetivescas começaram nas tiras de jornal lá na década de 30 e o aspecto que mais chamou minha atenção nele era aquele relógio de pulso que tinha rádio e também um visor, no qual serviu de precursor do telefone celular (é a vida que imita a arte).

As histórias do herói eram um deleite a parte com a narrativa abusando do clima de filme noir e principalmente os vilões que possuíam um visual bastante bizarro.

O filme veio na esteira do sucesso do Batman, de Tim Burton, mas Dick Tracy é marcante por ter sido uma adaptação feita da maneira mais fiel possível de uma HQ.

Warren Beauty interpretou o herói e também dirigiu o longa, porém sua trama é bastante simples. Demonstrando que o chefão Big Boy Caprice (Al Pacino) contratou novos capangas para acabar de vez com a raça de Dick Tracy (coisas que naturalmente aconteciam nas antigas tiras de jornais).

O gângster esta decidido a estragar a reputação do herói arranjando uma guerra pelo domínio da cidade. Em meio a essa loucura Tracy encontra, um garotinho muito esperto que fica na sua cola e precisa tomar conta de sua namorada Tess Trueheart (Glenne Headly).

Pra piorar sua situação ainda temos a estonteante Breathless Mahoney (Madonna), uma cantora que trabalha na boate do chefão do crime e deseja seduzi-lo a qualquer custo.

O grande trunfo de Dick Tracy foi a maquiagem feita nos vilões, seus cenários que eram belíssimos feitos em telas enormes numa composição de várias cores que lembrava um gibi. E a trilha sonora composta por Danny Elfman (que também fez a trilha do Batman).

É um filme marcante que teve um elenco estelar composto pro Madonna, Warren Beauty, Al Pacino, Dustin Hoffman, Dick Van Dyke entre outros. A cantora Madonna até lançou um disco com a trilha sonora do filme, I’m Breathless com músicas que lembravam as compostas na década de 30.

X-Men 2

X-Men 2 – 2003

O sucesso da Marvel em adaptar seus heróis começou com a já quase esquecida franquia de Blade, o vampiro que anda de dia. Logo depois veio o primeiro X-Men enfocando a vida de Wolverine e Vampira e temos como antagonista o terrível Magneto.

Lembro que houve até uma brincadeira quanto ao uniforme do Logan, porque os fãs queriam que fosse exatamente igual ao dos gibis (fato que comprovaram que não ficava legal).

Além da antiga rixa de opiniões divergentes entre Charles e Erik ainda tivemos um enfoque do gibi clássico Dias de Um Futuro Esquecido, pois o Senador Robert Kelly deseja criar a famosa Lei de Registro de Mutantes. Conclusão o filme foi um sucesso e serviu como porta de entrada pra que os heróis dos quadrinhos ganhassem novamente as telonas (dando espaço pro lançamento do Cabeça de Teia, de Sam Raimi).

O segundo veio com uma premissa melhor, pois Noturno ataca o presidente dos Estados Unidos dentro da Casa Branca (numa ação eletrizante e inesquecível).

Então William Striker se aproveita da situação e convence o presidente a assinar uma ordem de captura pra todos os mutantes.

Ele logo invade a Mansão Xavier capturando alguns dos X-Men cena na qual vemos Wolverine soltar toda sua fúria nos soldados. Aliás Hugh Jackman tornou-se sinônimo da encarnação viva do herói (assim como Robert Downey Jr. ficou pra Tony Stark).

A intenção de Striker é controlar o Cérebro e captura Charles com a intenção de matar todos os mutantes americanos. Fora isso ainda mostra o esconderijo de Striker que é o local aonde Logan ganhou seu revestimento de adamantium (adaptando a clássica HQ Arma X) e também temos uma luta visceral entre Wolvie e Lady Letal (a bela Kelly Hu).

X-Men 2 é um daqueles filmes que prendem sua atenção até o último minuto, pois há várias cenas de ação pra deixar qualquer um satisfeito misturado com diálogos inteligentes, situações marcantes e que realmente vale a pena assistir.

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Homem-Aranha 2 – 2004

O primeiro filme do Cabeça de Teia demonstrou todo aquele conceito do herói original dos anos 60 que havia nos gibis e acrescentou também a versão do Miguel O’Hara o Escalador de Paredes, de 2099. Exibindo garras retrateis nas mãos e aquela estranha teia orgânica (todo mundo chiou e eu também, é claro!).

Fora isso ficou totalmente perfeito mostrando o lema inesquecível, a perda trágica do tio Ben, a decisão de combater o crime e o principal arqui-inimigo clássico interpretado de forma magistral e assustadora em sua dualidade por Willem Dafoe.

No segundo o assunto fica mais frenético, pois além de ter que enfrentar o Doutor Octopus (Alfred Molina), ele ainda precisa dar um jeito em sua vida bagunçada. Diga-se sem dinheiro, indo mal nos estudos e problemas com Mary Jane (a bela Kirsten Dunst).

Como se não pudesse ficar pior seus poderes falham por causa do estresse num tipo de bloqueio psicológico (mostrando o uniforme na lata de lixo, uma cena clássica dos gibis). E também usando aquela característica de nos conectar com seus dramas foi bom demais vermos os problemas da vida pessoal de PP sendo adaptados na telona.

Recheado de cenas de ação como a luta do herói contra o Octopus no vagão de metrô ou as cenas engraçadas do J.J. Jameson (interpretado de forma impagável por J.K. Simmons). Nós somos envolvidos numa mistura empolgante com ritmo acelerado que não deixa a peteca cair.

Infelizmente só o terceiro filme jogou tudo por água abaixo. Tenho que constatar que não é a toa que vemos na web viúvas de Sam Raimi, pois sua versão estava realmente calcada no Amigão da Vizinhança que adoramos ler.

E agora temos Andrew Garfield pra quem alguns torcem o nariz (e que infelizmente sua franquia não foi bem). Não se enganem, porque Hollywood é assim mesmo velhas fórmulas pra novas gerações (e muito din-din no bolso, pode crer!).

Espero que tenham gostado, fim da segunda parte e relembre aqui o primeiro texto.

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