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As Várias Mortes do Superman – Parte 3

A Morte do Super-Homem

A Morte do Superman – 1993

O kriptoniano já partiu desta pra melhor algumas vezes nos gibis, mas nenhuma delas foi tão emblemática e teve tanta repercussão quanto essa dos anos 90. Este é sem sombra de dúvidas um dos gibis mais importante de todos os tempos.

Se não me falha a memória a mídia tanto da TV quanto dos jornais caiu matando na notícia fato que chamou a atenção dos fãs e também de outras pessoas que não eram assíduas na leitura dos gibis.

A capa era bastante impactante, pois mostrava somente um fundo escuro e o símbolo do herói escorrendo sangue. Pra falar a verdade o Azulão não estava vendendo lá essas coisas então decidiram fazer isto pra bota-lo no topo novamente (e conseguiram).

A Morte do Super-Homem (The Death of Superman) teve participação de vários artistas como: Jon Bogdanove, Dan Jurgens, Tom Grummet, Jerry Ordway entre outros escritores.

A história já começa sinistra com o monstro abrindo caminho com murros de dentro da terra (depois esmaga um pobre pássaro e fica sorrindo, foi cruel!).

Por todo percurso que Apocalypse faz causa uma destruição avassaladora até que um caminhoneiro dá um aviso pelo rádio e Oberon escuta acionando a Liga da Justiça.

Nesta época a equipe era formada por Máxima, Gladiador Dourado, Fogo, Gelo, Guy Gardner, Besouro Azul e Bloodwynd (que depois descobrimos ser o Caçador de Marte).

O grupo parte no encalço do monstro enquanto o Azulão estava dando uma entrevista na telinha pra Cat Grant. Cat fala da Liga como Os Justiceiros e se não me engano foi o primeiro nome que a equipe teve aqui no Brasil. Enquanto isso o grupo segue o rastro de destruição causado pela criatura.

Apocalypse joga um servo morto na nave do Besouro causando enormes danos a aeronave. O primeiro a enfrenta-lo foi Guy sendo facilmente derrotado, Bloodwynd também tenta mais seu ataque não surte efeito nenhum.

No talk show o Super declara que não gosta de violência, mas é preciso utiliza-la para poder salvar os inocentes, ainda diz que tem medo de falhar e de morrer também. Durante a espantosa batalha Ted Kord é mortalmente ferido e o Gladiador Dourado é arremessado a quilômetros dali (é ele quem batiza o monstro com o nome de Apocalypse).

Enquanto, Máxima leva Ted pro hospital, Gelo tenta fazer algo contra a criatura, mas seus esforços são todos em vão. Num bairro residencial se dá o primeiro embate do Azulão contra o monstro. A destruição causada por ele é tão impactante e pra piorar ainda fez tudo isso com um braço preso, putz!

De todos os integrantes da LJA somente a Máxima “quase” conseguiu lutar em pé de igualdade contra Apocalypse e mesmo assim ela ainda tombou. O que se pode realmente notar é que toda a Liga em peso não conseguiu detê-lo e apenas o Super fica no seu encalço (lutando pelo caminho).

O monstro segue diretamente pra Metrópolis e o rastro de destruição causado por ele parece até ter sido feito por uma fúria da natureza de tão grande.

Mesmo com a ajuda da Supergirl (Matriz) e também da Maggie Sawyer e do Dan Turpin que pertencem a Unidade de Crimes Especiais (ou UCE) não deram conta da criatura.

A batalha entre ambos foi colossal com direito a vários murros e muitos socos potentes. O Azulão estava exausto mais prosseguia defendendo seu grande amor, seus amigos e também sua cidade.

No final com seu último suspiro o Homem de Aço pergunta se conseguiu deter o monstro implacável e Lois aos prantos diz que sim. Podemos notar que a narrativa é bem simples mostrando apenas o embate entre eles. E a comoção do final entre amigos e fãs do herói.

A Morte do Super-Homem é uma HQ importante, pois o maior de todos tombou contra um inimigo que parecia uma máquina de demolição. Mais pra ser sincero a mudança de artistas estragou um pouco do seu brilho.

Depois no período que o Homem do Amanhã estava “morto” tivemos quatro heróis substitutos que estavam usando sua insígnia: Aço (John Henry Irons), O Erradicador que se autoproclamava o “O Último Filho de Krypton”. Superboy, um clone do herói que havia fugido antes de atingir a idade adulta e o Superciborgue (Henry “Hank” Henshaw), uma versão ciborgue do Super que depois descobrimos estava aliado a Mongul e destruiu Coast City (a cidade de Hal Jordan).

Durante a destruição da cidade do Lanterna Verde tivemos o Retorno do Superman e depois infelizmente transformaram Hall em Parallax.

A morte de Kal foi um sucesso tremendo então virou mania termos vários outros heróis comendo capim pela raiz  e abrindo um filão que se tornou chatíssimo pra mim.

 death_dvd

O DVD

Em 2007 a DC Comics resolveu lançar uma versão animada para A Morte do Superman e podemos notar que ficou bastante diferente do que estava no gibi.

A aventura já começa com Lex enaltecendo as qualidades de Kal, mas destilando seu veneno por causa da benevolência dele. Simplesmente porque as pessoas adoram o herói e isto deixa o careca irritado.

Quando uma escavação comandada pela Lexcorp a procura de energia limpa encontra a nave onde Apocalypse estava enclausurado liberta acidentalmente a criatura que causa uma destruição assustadora.

O monstro mata tudo que está no seu caminho e segue direto pra Metrópolis. Só pra constar o nível de violência é um dos maiores que eu já vi em todas as animações da editora.

Aqui temos a versão do Super da Era de Prata com direito a robôs, ele demonstra ser muito inteligente e está tentando encontrar a cura do câncer. Um detalhe interessante é que Lois e Clark fazem uma DR (discutem a relação) na Fortaleza da Solidão.

A luta do Super contra Apocalypse é monumental, pois mesmo com o Azulão desferindo seus golpes mais poderosos. A luta é muito desgastante chegando a exaustão. Como última alternativa Kal leva o monstro até o espaço e retorna ambos numa bola de fogo flamejante causando um enorme impacto na cidade (finalmente o monstro tomba).

Então Kal dá seu último suspiro nos braços da Lois (mesmo tendo lido a HQ esta cena é muito triste). No funeral temos a presença do pessoal do Planeta Diário e também de diversos cidadãos. Até Lex Luthor a sua maneira sente a falta do seu arqui-inimigo.

A situação começa a mudar quando o Homem Brinquedo mantém crianças refém no alto do prédio. Lois tenta salva-las, mas no último momento o Super ressurge pra ajudar.

Claro que todos ficam eufóricos, porém Lex aproveitou pra criar um clone do herói e a situação começa a piorar quando após o assassinato de uma criança. Só pra constar, Lex também cria um clone do herói na fase de John Byrne (tornando-se a nova versão do Bizarro).

Voltando, o clone mata friamente o Homem Brinquedo tornando-se um fascínora ditador e maníaco por controle.

O verdadeiro Superman retorna graças a ajuda de um robô que recarregou sua bateria solar e a luta entre os dois pra descobrir quem merece ser o verdadeiro guardião de Metrópolis é fantástica.

Pra ser sincero eu estranhei o design do herói, porque está bastante modificado mostrando seu rosto mais magro e até o careca ficou diferente (da versão animada de Bruce Timm) .

Esta adaptação de A Morte do Superman deixou de fora várias coisas que aconteceram nos quadrinhos, mas mesmo assim as cenas de ação que apresentaram estavam ótimas (vale a pena assistir).

Relembre da segunda parte aqui.

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