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As Várias Mortes do Superman – Última Parte

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Hipertempo

Esta história foi publicada em Super-Heróis Premium, Superman n° 7, em 2001. Foi desta edição que retirei a inspiração pro nome do texto, pois a trama revisita a clássica O Reino do Amanhã. E na capa temos Gog com diversos Supermen “todos” mortos.

Na introdução temos a arte de Jerry Ordway com roteiro de Mark Waid e pra mim se continuassem com Ordway como artista teria sido bem melhor, porque infelizmente substituíram por Ariel Olivetti (fazendo o nível de qualidade cair feio).

Em “Estrada para o Inferno” a Quintessência, um grupo de deuses, no qual estão incluídos: Pai Celestial, Zeus, Ganthet e o Mago Shazam confeccionam um pergaminho mágico dotado do conhecimento de todo Multiverso.

Coube ao Vingador Fantasma entregar a William Matthews que incrivelmente sobreviveu a destruição causada pelas ogivas nucleares no Kansas (sendo salvo quando criança pelo Azulão).

Anos depois vemos William adulto pregando num culto baseado na santidade do Homem de Aço (numa crença semelhante a Jesus). Isto serve pra mostrar que o herói é visto como salvador pela humanidade. Clark revela a verdade, pois foi seu auto exilio que desencadeou a catástrofe deixando o rapaz totalmente perdido com aquela declaração.

A revelação foi demais pra sua mente, porém o Vingador lhe entrega o pergaminho que corrói sua alma e lhe transforma em Gog.

Durante a sua transfiguração vemos alguns aspectos importantes da mitologia da DC como: o foguete de Kal-El, Billy Batson vendendo jornal, Diana tornando-se Mulher Maravilha, a morte de Jonathan e Martha Wayne, diversas versões do Capitão Átomo e algumas divindades do UDC.

O poder acabou de deturpar a mente frágil de William que diante do conhecimento fez algo inimaginável. Enxergando o herói como um falso profeta que encaminha as pessoas pro mal (pra ser sincero o diabo).

A situação começa a ficar mais complicada quando o Desafiador (Boston Brand), um fantasma que participou de algumas aventuras no gibi do Morcegão (e se não me engano no desenho da Liga também). Cataloga a chegada ao além dos “supereternos”, é como ele chama todos os Supermen assassinados por Gog.

Por cada canto do Multiverso por onde Gog vai mata um Superman daquela realidade com requintes de crueldade (deixando sempre o símbolo do herói marcado em algum lugar).

É justamente na presença do Desafiador que ficamos sabendo como Gog planeja retirar o herói de todo plano de existência. Gog deseja alterar a história antecipando a tragédia no Kansas e sem o Azulão pra detê-lo sua intenção será muito mais fácil.

O Vingador Fantasma confronta a Quintessência, porque o poder que Gog utiliza foi um interesse mesquinho das divindades cósmicas pra que voltassem a serem adorados. A fim de acabar com a insanidade de Gog o Vingador procura ajuda de Hip Hunter, dos Homens Lineares, uma equipe extraordinária que toma conta do continuum espaço-tempo.

Hunter deixa o grupo sem ninguém saber é quando presenciamos o nascimento do filho de Clark e Diana. Era um momento de celebração, mas Gog chega pegando o bebê. Mesmo com a presença de diversos heróis, eles não conseguem resgatar a criança. O vilão foge pro ano de 2001 pra que a tragédia aconteça e os Homens Lineares confrontam Hunter pelo bloqueio temporal.

Tempus explica pro Batman, Super e Diana que se eles viajarem pro passado poderão apagar da existência o mundo aonde vivem. É uma decisão muito importante, mas todos agem como heróis acatando a decisão e a trindade volta no tempo.

Na última parte temos, “Muito Além do Horizonte”, uma aventura em que vemos acontecer a explosão no Kansas, o Homem de Aço aflito vai até a casa dos pais e depois de saber que estão bem ruma pro epicentro da explosão.

Gog mantém o Capitão Átomo preso pra detonar uma outra explosão e culpar o Azulão por tudo. Quando estava para ser morto Kal é salvo no último minuto por sua versão mais velha (encontrando a trindade do futuro).

Eles revelam que o vilão matou o Superdezenas, milhares de vezes e mantém Jonathan, seu filho como refém. Ambas as trindades atacam ao descobrir que o bebê está contido dentro de kriptonita. Quando o Super e a Mulher Maravilha conseguem finalmente salvá-lo, Jonathan desaparece, isto faz com que a heroína fique abalada e revelando a verdade sobre a origem da criança.

Deixando tanto Kal quanto a Diana do passado atônitos com a surpreendente revelação. Restando apenas a vingança todos partem pra destruir Gog, mas seu poder é imenso. Então Hip leva as trindades pro restaurante Planet Krypton e planeja com a ajuda dos Titãs tentar deter o vilão.

A parte interessante nesta equipe é sua formação com filhos de heróis. Lady Flash, filha do Wally, Soturna e IBN AL XU’FASCH, filhos de Robin (Dick Grayson) e Batman e Rebento, filho do Homem-Borracha.

Infelizmente esta última ofensiva também não dá certo, pois mesmo com diversos artefatos de heróis como anel energético e também projetor da Zona Fantasma (Gog é muito poderoso).

O esforço em conjunto das trindades com os Titãs não conseguem deter o vilão. É justamente neste momento em que Diana revela pro Azulão do passado que foi por causa da perda de Lois e das mortes no Kansas que ele se exilou deixando a humanidade desamparada.

Kal reúne suas forças num ato desesperado pra atacar Gog, porém vemos mas uma fenda no espaço-tempo (que suga o Superman).

Quando todos achavam que ele havia morrido, Kal convoca-os pra ir com ele pra fenda. É quando vislumbramos o Hipertempo que nomeia a história. O Hipertempo é um outro plano dimensional muito maior que o Multiverso, no qual existem “milhares” de realidade paralelas.

Hunter nomeia como Quarta Dimensão, uma infinidade de possibilidades tão grande que não há como medir ou definir. O Vingador conta que o Hipertempo são histórias esperando pra acontecer basta apenas usar a imaginação para que se tornem realidade.

Na verdade pra mim parece que ele está falando conosco, pois trata-se de metalinguagem. Ele também revela ser Jonathan, o filho de Kal e Diana, mas na imagem quando a Mulher Maravilha diz seu nome. O balão mostra a heroína do passado ao invés de sua versão do Reino do Amanhã (um erro).

Hipertempo é uma história excelente que demonstra inúmeras possibilidades pro futuro, principalmente pra quem gosta de realidades paralelas. O roteiro de Mark Waid consegue revisitar o universo clássico do Reino do Amanhã sem estragar o que já havia nele, no entanto a arte de Ariel Olivetti é fraquíssima estragando nossa diversão.

Espero que tenham gostado de conhecer as várias mortes do Azulão boas festas e até 2015.

Confira aqui a quarta parte.

 

 

 

 

 

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