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Batman: O Filho do Demônio

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Esta Graphic Novel é uma das mais clássicas aventuras do Morcegão, pois possuiu elementos que a tornaram inesquecível.

Sua história ficou pertencendo ao famoso Túnel do Tempo (ou Elseworlds como chamamos atualmente).

Aqui temos um Batman muito diferente daquele que estamos acostumados a ver (estou falando apenas sob a arte).

O artista Jerry Bingham não é  o melhor de todos os bat-artistas que já vi, pois sob seu trabalho o herói parece ser somente alto e esguio (apesar do porte atlético).

Um aspecto interessante deste artista que chamou minha atenção é forma detalhada como trabalha sua arte. Utilizando bastante cores frias e tons pastéis, pois seus cenários são grandiosos demonstrando profundidade (e principalmente nas imagens seus personagens se destacam pelo aspecto emocional).

É lógico que nesta parte devo salientar o texto de Mike W. Barr que consegue nos dar tal densidade voltado pra esses sentimentos. Podemos notar isto nas motivações pessoais de Batman, Talia,  R’as e Qayin que de tão consistentes parecem realmente estarem vivos.

Outra coisa que também chamou minha atenção foi a capa do uniforme que parece uma extensão do próprio Batman fazendo um complemento de sua personalidade sombria. E por falar em personalidade aqui temos mais um recordatório da origem do Morcegão  com direito a assassinato dos pais, juramento de vingança e a entrada do morcego pela janela.

A única diferença é que o morcego se parece demais com Kirk Langstron, o Morcego-Humano, que altera entre vilão e as vezes aliado do Cruzado de Capa.

Nesta aventura Batman se alia a Ra’s Al Ghul, um dos seus piores inimigos para poder deter Qayin que já havia sido seu  protegido há alguns anos atrás. A esposa de Ra’s morreu devido a obsessão de Qayin pelo Poço de Lázaro.

Por mais estranho que possa parecer além de aliar-se a Ra’s Batman também treina seus soldados ensinando técnicas de combate, casa com a estonteante Talia e ainda consome o ato nupcial transando com sua amada (não é á toa que puseram o gibi numa realidade paralela).

Algo que me deixou muito puto com Mike W. Barr foi justamente a maior felicidade da vida de BW ao saber que Talia estava grávida. Só que ela notou que Bruce renunciaria a tudo pra ser  um pai presente para a criança (era óbvio que queria mudar aquilo que aconteceu com seu passado).

No entanto sua alegria não durou muito, porque pouco tempo depois veio a notícia da ”perda” do seu filho. Este foi um dos raríssimos momentos no qual podemos ver Bruce realmente deixar o fardo de sua vingança de lado e tentar ser uma pessoa comum.

Por mais que negue isso da boca pra fora este é o seu desejo mais íntimo não é a toa que esta edição virou um clássico.

Bom, só pra constar em outra obra marcante do mundo dos gibis, O Reino do Amanhã, o filho de Bruce com Talia chama-se  Ibn al Xu’ffasch, que significa em árabe “filho do morcego”. Ele parece ter um romance com Nighstar, a filha de Dick Grayson com a linda Estelar.

Voltando, O Filho do Dêmonio é uma aventura que evoca o período em que Denny O’Neil e Neal Adams trabalharam com o Morcegão, pois é uma aventura que realça seu lado detetivesco e abriu o precedente de colocar um herdeiro na linhagem da família Wayne. E só por isso torna-se uma leitura imprescindível pra quem gosta do herói.

 

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