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Liga da Justiça – Primeira Parte

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Não é de hoje que as animações da DC estão melhorando e subindo a um nível excelente. Sendo apenas neste quesito que por enquanto ela consegue pôr a Marvel Comics no chinelo, aqui comento as duas últimas que consegui assistir.

Liga da Justiça: Guerra – HQ

Após o retumbante sucesso do reboot da editora enquanto o talentoso Geoff Johns trabalhou no roteiro (ele vem se consagrando como um dos maiores roteiristas dos quadrinhos de todos os tempos).  O famoso artista Jim Lee ficou com a tarefa de remodelar os uniformes da equipe.

Na formação da Liga feita por eles o Caçador de Marte saiu para dar a vez ao Ciborgue (ex-Novos Titãs). Pra dizer a verdade eu até tinha estranhado a presença dele na equipe, mas me lembrei que na última formação do desenho Super Amigos (tanto Ciborgue, quanto Tempestade estavam atuando nela).

Na época do reboot apesar do grande alvoroço tivemos nossos velhos conhecidos de sempre, mas com uniformes tipo armaduras e personalidades um pouco diferentes daquela que estávamos acostumados na realidade anterior.

As edições se mantinham no foco que os heróis já estavam atuando há algum tempo, mas tiveram que se unir para deter uma ameaça maior.

Ninguém menos que o terrível Darkseid, de Apokolips o maior vilão da editora depois do careca Lex Luthor (se meu prezado leitor não se esqueceu na série animada da Liga LL passou a perna no regente do planeta sombrio). Bom, chega de enrolação e vamos ao que interessa.

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Liga da Justiça: Guerra – Animação

Apesar da introdução com a arte impressa de Jim Lee o que vemos é bastante diferente. Seria chover no molhado comentar que a animação mais uma vez traz o estilo anime, pois não é de hoje que a editora está trabalhando desta forma (vide Jovens Titãs, Justiça Jovem entre outros).

Vários aspectos do gibi são aproveitados como a população que teme e não aceita os heróis (eles são tratados como vigilantes a serem presos). Deu pra notar de forma evidente que o Lanterna Verde é muito convencido e fala demais, porém tive a nítida impressão que Hal e Barry já se conheciam.

Outro fato engraçado foi Hal dizer: “Batman você existe de verdade?” evocando o mito que o Morcegão traz sobre si de parecer uma lenda urbana. É claro que a frase foi retirada da HQ, mas aqui ficou bem melhor por terem conseguido demonstrar a personalidade de cada um dos integrantes da futura equipe.

Mais pra ser sincero Hal usa um anel que projeta qualquer pensamento e pergunta isso pro Morcego (infelizmente não dá pra engolir tal frase). O visual do Morcegão é o mesmo que vemos na animação Batman: O Cavaleiro de Gotham.

É engraçado ver a Diana tomando sorvete pela primeira vez e impactante também ao vê-la sendo tratada como prostituta pelas pessoas. Isto é só por causa da forma como ela se veste . Algo bastante discutido por leitores na web (eu não vejo nenhum problema quanto isso).

Nesta aventura temos a formação da Liga que se uniu pra rechaçar a invasão de Darkseid. Quero deixar bem claro que os Parademônios estão assustadores e dão bastante trabalho, mas ver o Batman lutando contra seres poderosos é incrível.

A parte interessante é ver a origem do Ciborgue (Vic Stone) e a relação complicada que havia entre ele e o pai. A maior diferença da HQ é a introdução do Capitão Marvel, aqui sendo chamado de Shazam, mas sinceramente não entendi.

O herói ao pronunciar a palavra mágica que agora tornou-se seu nome oficial retorna para Billy Batson fato que não aconteceu numa cena.

Eu achava melhor continuar como Capitão Marvel, porque fica muito estranho dizer: Shazam e continuar transformado só se houver alguma explicação plausível pra isso (ih, estou parecendo a Dana Scully, do Arquivo X!).

Retiraram o Aquaman e a troca não ficou ruim (já que com a presença do Shazam deu uma certa leveza na equipe). A personalidade de Billy continua atuante quando está transformado lembrando um tal de Ben Tennyson (e isso ficou muito maneiro).

Ele e Ciborgue conseguem forjar uma amizade já que há uma similaridade por se sentirem do tipo rejeitados em suas famílias.

É justamente isso que mais chamou minha atenção, pois as personalidades estão sendo bem mostradas e notamos que são muito diferentes entre si.

Temos Hal bastante arrogante, Diana uma guerreira feroz, Superman distante e frio, Flash num tipo cara legal diferente do seu alter ego cientista e Batman sendo ele mesmo (fazer o que Batman é Batman e pronto).

Batman e Hal chamam bastante atenção por estarem querendo provar a todo instante quem é o melhor herói. Só que o Morcego sempre leva a melhor mesmo sem anel energético.

Quando Diana e Kal se encontram pela primeira vez salvando o presidente americano deveriam ter usado Barack Obama (duvido que ele não iria gostar, pois já demonstrou ser fã de quadrinhos). Nesta parte rolou um clima mútuo entre eles nos conectando realmente aos acontecimentos nas revistas.

A animação pegou aquela situação explorada demais nos gibis de heróis que primeiro brigam entre si para depois se unirem na intenção de combater um mal maior. E isto está sendo definido quando Batman e Hal lutam contra Kal em Metrópolis.

Nesta parte temos uma cena clássica das edições do kriptoniano, quando fica preso por correntes e as arrebenta, é rápida mais ficou ótima.

Outra coisa que notei o nome de Caixa Materna foi mudada pra Caixa Mãe será que não há nenhum consultor de quadrinhos pros dubladores não falarem besteira. Bom, só pra constar a Caixa Materna é um computador vivo que possibilita uma viagem a pontos longínquos do universo.

Lembrando que no último episódio da animação da Liga Destruidor também houve uma invasão de Apokolips, mas para ganharmos foi necessária a união de todos os vilões e heróis ou o mundo teria sucumbido.

Desta vez apenas 7 heróis conseguem deter os planos de destruição de Darkseid (é ruim de engolir, porém temos que aceitar).

Deixando este mero detalhe de lado as cenas de luta são de uma selvageria e velocidade impressionante, pois a qualidade ficou tipo de um game. Quando Darkseid entra pra brigar o nível sobe exponencialmente, pois o vilão é páreo duro até pro Azulão.

Liga da Justiça: Guerra é a melhor de todas as aventuras já produzidas pela editora. Seja pelas exuberantes cenas de batalhas, ou personagens cativantes que são bem desenvolvidos e até por seus pequenos momentos cômicos. No entanto a melhor parte é que nos conecta com as histórias atuais dos quadrinhos (tornando-se uma diversão garantida).

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