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Minhas Animações Preferidas – Parte 2

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Continuando com a missão de mostrar algo que vale a pena você parar pra assistir vamos a mais alguns desenhos inesquecíveis.

Toy Story 3 – 2010

Toy Story 1 foi o primeiro longa metragem da história a ser feito totalmente por computação gráfica, mas há uma grande divergência neste contexto. Por causa de Cassiopeia, uma animação brasileira também neste mesmo molde, porém feito na integra apenas em CGI.

Bom, deixando esta disputa de lado a saga de nossos brinquedos favoritos começou quando Andy tinha apenas oitos anos e normalmente são as crianças que fazem seus bonecos terem vidas “apenas” na imaginação (algo totalmente comum a todo universo infantil).

O fato é que a partir do momento em que ninguém estava vendo Woody, Buzz e cia. ganhavam vida (uma ideia simplesmente incrível).

Na festa de aniversário de Andy ele ganha Buzz Lightyear, um boneco moderno cheio de parafernálias. Enquanto todos estavam admirados com a chegada do novo brinquedo em contrapartida Woody ficou morrendo de inveja. Planejando se livrar do novo queridinho tenta joga-lo pra um canto escondido e acaba atirando-o pela janela (e então a aventura em busca de redenção começa).

Apresentando coadjuvantes bem construídos como Slinky, Rex, Sr. Cabeça de Batata, Porquinho e Betty. Ainda tinha o Sargento Verde que junto do seu batalhão fazia diversas manobras militares sempre que necessários.

Além de cenas engraçadas como Andy e Woody de patins na rua ou pela canção inesquecível “Amigo Estou Aqui” e também pela presença do sinistro Sid, um moleque que se diverte destruindo brinquedos. É sem sombra de dúvidas uma animação marcante e inesquecível pra todos que assistiram.

No segundo conseguiram superar mostrando Buzz em cenas de ação empolgantes durante a operação de resgate bastante atrapalhada. Aqui Woody descobre sua origem e ainda encontra Jessie e Bala no Alvo, mas o principal é que ensina valores como lealdade e amizade.

Como se não bastasse ter apenas isso Jessie protagoniza uma cena muito tocante mostrando sua dona crescendo e ela sendo abandonada (algo abordado no terceiro).

Toy Story 2 tem uma trama bem feita, com cenas de ação engraçadas e referências a outra animações como Rei Leão, Wall-E, Carros entre outras curiosidades.

Creio que ninguém iria pensar que a terceira sequência falaria tão direto ao nosso coração como aconteceu. Andy havia crescido e estava se preparando pra estudar na faculdade e ficou indeciso em qual opção faria com seus antigos brinquedos guarda-los no sótão ou manda-los pro lixo.

A situação deixou a todos atônitos e numa confusão tremenda fez a galera ir pra creche Sunnyside aonde o urso Lotso demonstra ser um cruel ditador comandando tudo ao seu bel prazer.

É maravilhoso por causa do clima de despedida mostrando a passagem da fase infantil pro mundo adulto. A cena em que Andy fica com receio de entregar Woody pra garotinha Bonnie é de cortar o coração, pois ali demonstra seu verdadeiro ingresso na vida adulta.

A animação transmite algo mágico e nos diz que os brinquedos fazem parte de nossas vidas (uma fase muito importante na qual ficávamos simplesmente brincando). Seja exibindo várias cenas divertidas como Ken mudando de roupa ao som de That’s way i like it, do K.C and Sunshine Band ou deixando-nos apreensivos quando todos estão pra cair na fornalha.

Toy Story 3 é emocionante, porque nos dá aquela imensa nostalgia dos nossos tempos de infância e ainda deixa aquele gosto de quero mais quando chega no final.

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A Origem dos Guardiões – 2012

Todos nós conhecemos Papai Noel, o Coelho da Páscoa, a Fada do Dente e Sandman, porque geração após geração os pais ensinam as crianças a acreditarem nestas lendas.

Só que pra completar ainda temos Jack Frost que eu nunca ouvi falar (suponho que tenha sido criado pra animação). Bom, geralmente quando crescemos deixamos estes mitos de lado por ser algo confinado ao mundo infantil.

A trama principal desta vez é a busca pessoal de Jack pelo seu autoconhecimento. Podemos notar que o desenho trabalha o aspecto das crianças acreditarem, pois justamente quando crescemos passamos o bastão pra elas.

Bom, a forma como nos apresentam os ícones de nossa infância é uma atração a parte. O Papai Noel é um guerreiro bonachão e arrojado, o Coelhão é bastante esquentado, competitivo e não gosta de ser chamado de “fofo” (apesar dele ser assim mesmo). O Norte e o Coelhão divergem pela importância dada ao Natal.

O Sandman é sutil e infelizmente não fala, mas podemos notar que as imagens de sonho acima de sua cabeça são a forma dele se comunicar com os outros (é um dos personagens mais poderosos de todos).

Enquanto Jack Frost procura seu lugar no mundo e porque fora escolhido para se tornar um guardião (seu jeito de ser moleque e engraçado me lembrou o clássico Peter Pan, da Disney).

O que me despertou o interesse neste desenho é que partiu do ponto de vista que há no universo infantil de acreditar no impossível. Esta sensação mágica é real apenas pras crianças, pois elas conseguem entender isso. Na verdade quando crescemos a lógica toma conta dos nossos pensamentos e o encanto se desfaz.

É aonde entra o grande vilão da trama o Bicho Papão. Geralmente o básico é dizermos que ele não existe, mas fazemos as crianças acreditarem no Papai Noel e no Coelho da Páscoa (faz bem pra imaginação). Então o Bicho Papão se sente menosprezado, porque ninguém mais acredita nele.

Se você pensava que conhecia as lendas saiba que há um mundo surpreendente e novo para ser descoberto nesta história encantadora.

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Piratas Pirados – 2012

Esta animação conta com o mesmo estúdio de Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais e também de A Fuga das Galinhas usando o consagrado estilo de stop motion, uma fotografia de quadro a quadro (minha preferida).

Estamos em 1837 e o Capitão Pirata (dublagem de Hugh Jackman) deseja ganhar o prêmio de ‘”Pirata do Ano”, um tipo de Oscar para o maior capitão dos sete mares. Só que infelizmente o Capitão não tem tanta sorte em pilhar as embarcações (e se culpa por ser um fracassado).

Sua tripulação é bastante inusitada contando com o entusiasmado Número 2 o braço direito que serve como consciência e conselheiro para todos os momentos. Mais ainda temos um albino, um papagaio gordo que na verdade é um pássaro dodô e uma mulher mal disfarçada. O detalhe estranho é que ninguém consegue notar que trata-se de uma mulher (mesmo ela dando deslizes várias vezes).

A parte mais engraçada e absurda é ver o Dia do Presunto, a melhor comemoração da tripulação (aonde se reúnem e fazem muita algazarra).

Uma das melhores personagens desta animação é Darwin, inspirado no pesquisador Charles Darwin que desbravou o mar no barco Beagle e  escreveu o famoso livro da “A Origem das Espécies” (que trata sobre discutidíssima Teoria da Evolução).

Bom, mais quem rouba a cena na animação é o Sr. Bobo, um chimpanzé que “fala” através de placas e mostra ser tão inteligente quanto seu dono. Há também outra figura histórica que é a Rainha Vitória, o amor platônico de Darwin, ela pertence a uma sociedade secreta que degusta espécies raras e fica na caça do dodô.

Charles deseja entregar o pássaro para provar seu amor pela Rainha. Numa cena o Capitão disfarçado de cientista tem como fundo musical o tema de 2001: Uma Odisséia no Espaço (mais doido impossível).

A qualidade técnica é de um nível excelente seja na apresentação dos cenários bem detalhados, nas piadas inteligentes e personagens cheios de carisma. Piratas Pirados é uma aventura feita pra nós adultos e não pro mundo infantil que vale a pena sentar, relaxar e curtir.

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O Estranho Mundo de Jack – 1993

Como curiosidade o filme é baseado num poema de Tim Burton que iria dirigir a animação, mas infelizmente estava enrolado com a produção de Batman: O Retorno. Ao abandonar o projeto acabou deixando a direção  com Henry Selick (que aliás ficou ótima).

Na cidade do Halloween vivem seres que são totalmente assustadores como monstros, bruxas, lobisomens, vampiros, fantasmas e duendes.

Jack Skellington é mais conhecido como “O Rei das Abóboras”, tornando-se o centro das atenções durante a celebração anual do Dia das Bruxas (só que ele sente-se cansado de repetir sempre a mesma coisa).

Então ao sair dos limites da cidade e ficar vagando pela floresta, Jack encontra um lugar diferente. Nele há diversos portais para outras datas comemorativas que o leva pro Natal, um tipo totalmente diferente de festividade (o qual não conhecia).

Ali Jack presencia demonstrações do espírito natalino, sendo algo que o transforma de alguma maneira. Ao voltar pra Cidade do Halloween convence aos cidadãos a sequestrar o Papai Noel para terem seu próprio Natal.

Mesmo com Sally, sua namorada sendo contra esta decisão o projeto segue em frente e as consequências são catastróficas.

Jack é um ser melancólico que encontrou na figura do Pai Natal sua tábua de salvação e contrata três crianças totalmente horripilantes para sequestrar o Bom Velhinho.

Fora isso os detalhes dos cenários são surreais com destaque pras cores contrastantes na cidade do Halloween diferenciado com a do Natal.

E apesar de ter algumas músicas que por mim poderiam ter deixado de fora O Estranho Mundo de Jack é perturbador. Por mostrar o espírito natalino ao contrário com diversos monstros, mas vale a pena vê-lo para se arrepiar.

Relembre aqui a primeira parte.

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