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O Incrível Hulk de Peter David

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O famoso roteirista assumiu o título do Verdão na época em que o herói retornou a cor cinza. Durante esta famosa fase do Sr. Tira Teima o artista era Todd MacFarlane.

Antes disso tanto Banner quanto Hulk estiveram separados isto aconteceu na época anterior de John Byrne, aonde tínhamos os Caça-Hulk, um grupo liderado pelo chato do General Ross.

No período de Byrne Hulk e Banner foram separados. Enquanto Banner ficou feliz e até se casou com Betty Ross. E se não me falha a memória vemos um desenvolvimento maior da personalidade Betty  que sempre estava jogada no segundo escalão .

Como consequência o Hulk estava ainda mais irracional do que nunca tínhamos visto antes causando muita destruição (e até enfrentando os Vingadores).

Fato que num curto período resultou na debilidade deles, pois estavam morrendo devido a uma instabilidade molecular. Quando finalmente conseguiram reunir ambos o Hulk retornou ao cinza.

Nisso aproveitaram pra resgatar alguns dos aspectos originais do personagem como apenas se transformar de noite. O destaque ficou pra personalidade desta versão que era mais inteligente, bastante selvagem e muito safado (infelizmente era menor e menos forte também).

Nosso amargurado Bruce Banner vivia em constantes brigas mentais para controlar o corpo do herói. Enquanto o Hulk forjou sua própria morte para trabalhar “tranquilo” num cassino em Las Vegas (como leão de chácara e adotando o nome de Sr. Tira Teima).

Neste período temos a presença da bela Marlo Chandler que foi namorada do Hulk cinza, mas terminou o relacionamento ao vê-lo matar um inimigo (ela atualmente é esposa do pentelho Rick Jones).

Fora isso quero destacar duas edições de Peter David que além da presença do roteirista nelas, também temos o herói em histórias que demonstram um futuro terrível pra humanidade.

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Futuro Imperfeito

É uma das melhores histórias já feitas com o Golias Esmeralda. Nela temos argumento de Peter David, um roteirista que ajudou a dar destaque aos problemas da psique de Banner e Hulk (em sua passagem pelas histórias do personagem).

E também o belíssimo trabalho detalhado de George Pérez que dispensa qualquer apresentação. A composição visual de cada página é uma obra de arte impressionante de tão complexa.

Na aventura o Hulk inteligente é enviado ao futuro para deter sua versão mais velha que chama-se Maestro, um ditador sinistro (e também implacável). O detalhe é que o Maestro além de ter cem anos tem a grande vantagem de ser tanto mais forte quanto mais experiente que o Hulk.

E diante disto o déspota prevê praticamente todos os seus pensamentos, sentimentos e ações (é um embate psicológico formidável).

Neste futuro apocalíptico a própria raça humana perdeu o controle do planeta devido a uma guerra nuclear. Nesta devastação todos os heróis morreram restando apenas o Grandão que ficou mais forte devido ao seu corpo ter radiação gama. Fato que além de continuar absorvendo mais radiação (o deixou ensandecido).

O Maestro reconstruiu a humanidade para servi-lo como capacho. Ele é um ditador sádico, frio, calculista e possui um enorme harém de mulheres a disposição pro seu desejo sexual.

A parte mais estranha nisso tudo é ver Rick Jones o assistente de diversos heróis da Marvel.  E melhor amigo do Grandão ainda vivo, só que está totalmente decrépito, mas foi dele a ideia de convocar a versão mais nova do Hulk pra combater ele mesmo.

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Uma das coisas que mais gosto nesta edição é o museu de relíquias do Rick. Uma sala aonde guarda diversos itens de heróis e vilões da Casa de Ideias.

Nela temos o escudo de Steve, o elmo de Thor, o uniforme com disparador de teia do Escalador de Paredes, o esqueleto do Logan, a prancha do Surfista, a cadeira do Charles entre várias outras coisas.

Neste momento quando o Golias entra na sala o Rick diz que falta apenas uma moeda gigante (é uma referência a Batcaverna, na qual Bruce guarda este item de uma aventura antiga sua).

Outro fato interessante é terem se preocupado em manter um dialeto diferente pra aquela época. Notei também que a bisneta de Rick chama-se Janis sendo uma homenagem a cantora Janis Joplin.

O Maestro faz um jogo mental para convencer o Hulk para que fique ao seu lado comandando aquela realidade, pois a humanidade que o odeia e despreza poderá fazer com que aquela realidade possa acontecer. É um daqueles papos de possível futuro alternativo, mas ele não consegue aliciar sua versão mais jovem.

A luta entre ambos é colossal com direito a muita destruição e muito sangue também.

Quando o Maestro pensou que iria destroçar com a vida de sua versão mais nova um fato inesperado acontece. Futuro Imperfeito é uma daquelas edições que a partir do momento em que você lê nunca mais se esquece.

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Hulk: O Último Titã

Esta edição é também muito marcante e foi mostrada em Marvel Apresenta, n° 6. Novamente com roteiro de Peter David e arte de Dale Keown.

Geralmente o Verdão é mostrado como um ser amargurado e incompreendido por todos que deseja apenas viver sua própria vida em paz e aqui este aspecto é realmente explorado a enésima potência.

Um terrível holocausto nuclear exterminou toda vida na Terra sem exceção e restou apenas o Hulk, seu alter ego Bruce Banner, poucos animais e as baratas que se modificaram geneticamente pra algo devastador.

A parte interessante aqui é que Peter David reforça extremamente as personalidades dos protagonistas mostrando-as distintas e enfocando no lado psicológico da história.

O debilitado, frágil e idoso Bruce Banner tenta a todo custo dar cabo de sua vida, mas todas as vezes é impedido pelo Hulk (que não deseja morrer de jeito algum).

Bruce caminha pelo que sobrou dos Estados Unidos numa desolação imensa e passa seus dias na companhia de um videobô, deixado aqui por raças alienígenas que queriam ter certeza do fim da humanidade (muito cruel!).

A explosão nuclear que ocorreu na Terra destruiu a praticamente todos os heróis e enquanto isso a radiação que foi liberada apenas fortaleceu o Grandão.

É difícil não ficar impressionado com Banner falando apenas pra se lembrar do “som”, pois várias décadas se passaram e não há ninguém para conversar.

A solidão é o tema principal desta narrativa demonstrando no final a possiblidade que o Hulk conseguiu realmente ficar assim “só”.

É uma HQ contundente que merece ser lida por qualquer um que goste de uma boa história.

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