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Os Piores Filmes de HQ – Parte Final

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Bom, continuando a infame tarefa de lembrar daquilo que ninguém deveria assistir. Este humilde comentarista apresenta mais alguns filmes que se puder fugir corra igual vampiro fugia da cruz como era antigamente, pois nestes tempos de vampiro que brilha no sol (tudo mudou pra pior, blargh!).

Também merece ter uma menção honrosa um filme que prometia pra caramba fizeram um marketing tremendo, porém foi uma decepção total.

Homem de Ferro 3 tinha efeitos especiais ótimos, com cenas de ação atordoantes e principalmente o roteiro foi bem escolhido. Só que seu maior erro foi querer priorizar a imagem de Robert Downey Jr. ao invés do Vingador Dourado (transformando o filme numa verdadeira porcaria).

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Hellblazer – 2005

John Constantine é um grande conhecedor de ocultismo e também demonologia. Ele surgiu como personagem coadjuvante do Monstro do Pântano, mas aquele seu jeito arrogante e enigmático (logo tornou se bastante popular).

O mago manipulador teve suas feições baseadas no cantor Sting do grupo The Police, uma banda muito famosa nos anos 80 (e que eu gosto pra caramba).

Na verdade Constantine não vale nada, pois sempre irá sacanear alguém pra conseguir o que almeja. É de suma importância não ser amigo deste cara, pois você morrerá de uma forma assustadora (por isso ele é uma figura solitária).  Apesar de sofrer com suas decisões o mago é um grande fdp sem tirar nem por.

No filme foi interpretado por Keanu Reeves que não tem nada a ver com o cara negligente dos gibis. Já que deram uma suavizada em sua personalidade e mudaram até a cor de seu cabelo que é loiro (enquanto o ator é moreno, não deu pra entender!).

Discrepâncias a parte houveram outros erros como trocar a sombria Londres aonde a maioria das histórias dele acontecem por Los Angeles. Foi algo do tipo mais nada a ver que já vi na minha vida (e olha que nunca fui um profundo conhecedor do personagem).

O enredo foi baseado na HQ, Hábitos Perigosos, na qual Constantine se vê com um câncer terminal no pulmão (devido ao fato de fumar 30 cigarros por dia desde seus 15 anos).

Bom, na história Constantine foi ao inferno quando era criança e luta desesperadamente contra o mal para que sua alma não volte para lá. A detetive

Angela Dodson (Rachel Weisz) investiga o misterioso assassinato de sua irmã gêmea, Isabel Dodson,  que todos juram que ela cometeu suicídio.

Suas investigações a levam a John Constantine e ela pede sua ajuda mesmo contra vontade. Então ambos precisam confrontar um mundo sombrio e além de enfrentar vários demônios precisam lhe dar com o Anjo Davi (que não parece ser tão bonzinho como descrevem na Bíblia).

Os efeitos especiais até que são bons, as atuações de Reeves e Rachel não deixam a peteca cair, mas o público nerd em geral execrou o filme (pela grande falta de não colocarem um artista inglês assim como o mago dos gibis é).

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Mulher-Gato – 2004

Sejamos sinceros na época divulgaram bastante a imagem da Hale Berry num traje sexy e insinuante vestida de Mulher-Gato foi muito bom, mas eu gostaria muito de esquecer aquele filme (foi sofrível).

Na história Patience Price (Halle Berry), é uma artista que descobre um grande segredo da indústria de cosméticos pra qual trabalha sendo assassinada por conta disso.

E por um grande acaso do destino ela ressuscita graças ao Deus-Gato egípcio Mao que lhe confere poderes especiais derivados dos felinos (daí em diante Price assume o codinome de Mulher-Gato e combate o mal e a corrupção na empresa aonde trabalhava).

Bom, isso já foi o suficiente pra você ter uma ideia do que acontece no longa, mas a melhor parte é que fizeram algo independente do universo do Morcegão.

Só vale a pena por ter Halle Berry e Sharon Stone atuando nisso, mas de resto não dá pra engolir de jeito nenhum (se puder não assista nem que o céu desabe sobre sua cabeça).

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The Spirit: O Filme – 2008

Eu sinceramente queria gostar desta adaptação, pois foi dirigida por Frank Miller, o cara que renovou o status quo do Morcegão nos anos 80. Mais não dá o artista já havia trabalhado no roteiro de Robocop 2 e 3 (há alguns anos atrás e o resultado foi catastrófico).

The Spirit, é um herói criado pelo mítico Will Eisner sendo um dos personagens mais cultuados e respeitados dos gibis, porém sua ida pras telonas ficou um tanto confusa e sem graça.

O filme segue o mesmo estilo de Sin City, pois os efeitos especiais são quase os mesmos (só que sem a direção competente de Robert Rodriguez).

Na trama o policial novato Danny Colt é assassinado mais consegue voltar dos mortos e fica conhecido apenas como  detetive “O Espírito”. Há uma grande diferença com o personagem dos gibis que foi considerado morto, mas vivia clandestinamente escondido combatendo o crime (na cidade de Central City).

Isso é um furo gravíssimo ainda mais pra quem se diz ser um profundo fã da obra original. Voltando, o herói combate O Polvo (Samuel L. Jackson), seu maior arqui-inimigo.

A única coisa que realmente me despertou a atenção foram as mulheres, pois Will Eisner adorava femme fatale. E pra nossa diversão há várias mulheres surpreendentes: Sand Saref (Eva Mendes) que extrapola em sensualidade, Silken Floss (Scarlet Johansson) maravilhosa como sempre.

Pra completar o time ainda temos Lorelei Rox (Jaimie King), a perigosa Plaster de Paris (Paz Vega) e a chata da Helen Dolan (numa atuação muito fraca de Sarah Paulson).

Fora isso o filme é praticamente sem pé e nem cabeça, pois a cena mais chamativa é ver Espírito e Polvo lutando até a morte sem nem se importarem com seus ferimentos cada vez mais mortais.

Uma cena que talvez faça sentido pros fãs do herói, mas pra quem caiu de paraquedas como eu não entendeu nada.

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O Juiz – 1995

Juiz Dredd é um famoso herói durão dos gibis criado na Inglaterra pra revista “2000 AD”, em 1977. Ele defende Mega City One, uma grande cidade futurista  com problemas maiores ainda.

Aonde a violência é um mal rotineiro e o Salão da Justiça é a organização responsável por manter a ordem na sociedade e distrito.

Um juiz  têm o poder em suas mãos de ser ao mesmo tempo júri, carrasco e executor.

O filme tem um visual impactante para época com cenário bem realista e até boas cenas de ação, porém os furos no roteiro é deixar qualquer um cheio de raiva.

O Dredd de Sylvester Stallone era um cara muito durão, mas de repente foi acusado de assassinato, sendo condenado por um júri. Então tiram sua patente e  jogam ele para a Terra Maldita (descobrindo que tudo foi um plano orquestrado para destruí-lo).

Há uma confusão enorme entre Dredd e o vilão Rico (Armand Assante) de serem irmãos e clones ao mesmo tempo (o detalhe é que não se parecem em nada). O filme poderia ter sido melhor se tivessem colocado um vilão á altura de Dredd e não um tipinho igual a Lex Luthor. Eu sinceramente fico até hoje boiando sobre qual era o roteiro deste filme, pois não consegui entende-lo direito.

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Motoqueiro Fantasma – 2007

Nos gibis, Johnny Blaze, era um motociclista que fazia show de acrobacias num circo (até que seu pai ficou doente).

E desesperado ele fez um pacto com o demônio Mefistofelis para tentar curá-lo. Recebendo a maldição de ser transformado no Motoqueiro Fantasma.

O Motoqueiro Fantasma tem o poder assustador do Olhar de Penitência que faz a pessoa sentir toda dor que infligiu nos outros (e queima até sua alma, pra mim é algo muito sinistro!).

Na verdade Johnny não é muito conhecido do grande público em geral (apenas nós nerds de plantão sabemos um “pouquinho” mais sobre ele). Então era preciso colocar um roteiro mais assustador ainda do que aquele que vimos, mas não foi isso que aconteceu.

Apesar de seguir toda premissa básica dos quadrinhos e termos Roxanne interpretada pela bela Eva Mendes. Motoqueiro Fantasma  teve até uma interpretação convincente do Nicolas Cage ainda mais na hora da transformação.

Só que deram um mole tremendo ao entregar a direção pro Mark Steven Johnson o mesmo cara que conseguiu destruir o Demolidor. E apenas por isso já era um equívoco coloca-lo nesse filme (não foi a toa que tivemos outro fracasso).

Na história o vilão Blackheart foge do Inferno para pegar um contrato que lhe daria o poder de conquistar toda a Terra. Seu pai cobra uma dívida com Blaze que precisa lutar contra demônios que possuem poderes referentes aos elementos da natureza: Gressil (terra), Abigor (ar), Wallow (água).

Os efeitos especiais davam pro gasto, porém o roteiro deixou furos gravíssimos como deixar o tom sombrio que é a temática normal dos quadrinhos de lado. Para colar algumas piadinhas sem graça quanto aos poderes de Blaze e deixar somente pro final uma batalha que nem foi tão grandiosa como deveria ser.

A parte interessante foi a homenagem pro Cavaleiro Fantasma, o personagem que influenciou a criação do Motoqueiro, que no longa deixaram como motoqueiro. Os tradutores erraram feio, porque aonde já se viu um cowboy sendo chamado de motoqueiro?

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 Lanterna Verde – 2011

A intenção da DC era alçar ao patamar de Batman e Superman o herói mais querido pelos fãs de gibis, mas a atuação pífia de Ryan Reinolds e os efeitos especiais que soaram falsos deixaram muito a desejar.

Pra piorar Hal lutava contra uma nuvem negra que parecia ser a encarnação do medo (só que eu não senti medo nenhum).

O Sinestro, de Mark Strong ficou milhares de vezes melhor do que Hector Hammond (interpretado Peter Saarsgard). Lanterna Verde foi aquela decepção retumbante deixando a possível franquia do Gladiador Esmeralda jogada pro escanteio.

Estes foram alguns dos piores filmes de quadrinhos que escolhi, pois já havia feito alguns comentários espalhados em postagens sobre outros heróis. Tipo Capitão América, Fantasma e Liga da Justiça.

Daqui há algum tempo estarei colocando minha versão das melhores adaptações de HQs.

Relembre da segunda parte aqui (e até a próxima postagem).

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