Tag Archives: Batman: Os Bravos e Destemidos

Herói

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Batman

O Homem-Morcego ao longo das décadas já teve diversas releituras. As mais famosas delas foram feitas nos anos 70 com Neal Adams e na década posterior com Frank Miller.

A versão de Miller é tão marcante que tornou-se definitiva na forma de abordar nosso herói (até hoje). A famosa batalha entre, Kal e Bruce nesta obra será novamente mostrada em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (é óbvio que eu como a maioria dos fãs estou ansioso pra ver isso na telona).

Essa batalha já foi vista na adaptação pra DVD com nome homônimo do gibi e também na série animada Batman: Os Bravos e Destemidos que homenageia de forma excelente diversos heróis e vilões tanto da Era de Ouro quanto da Era de Prata (e até alguns mais atuais como Jamie Reyes, o terceiro Besouro Azul).

O surgimento do Batman foi devido ao fato de seus pais serem assassinados por Joe Chill na saída do cinema após assistirem Zorro (isto todos sabem).

Um fato interessante é que o menino de 8 anos foi criado por seu tio Phillip Wayne que atualmente está sumido da continuidade (pra falar a verdade nunca tinha lido nada sobre ele).

Então foi logo nesse período que BW jurou vingança e começou treinamentos tanto físicos quanto intelectuais. E também estudou assuntos diversos como química, criminologia, artes marciais, teatro aprendendo ventriloquismo e a fazer disfarces (sendo inspirado pelo morcego na janela a por medo nos criminosos).

Durante a Era de Ouro o Batman original era muito mais durão, imbatível e implacável do que suas versões posteriores. Na época era considerado um vigilante agindo á margem da lei e ás vezes o Morcego portava arma agindo como um impiedoso matador.

Algo que foi mudado posteriormente para não manchar a imagem do herói.

A melhor parte é que durante as décadas houveram mudanças significativas, porém mantiveram sua essência.

Ainda na Era de Ouro deram uma suavizada em sua personalidade ao trazerem o órfão Dick Grayson para morar na Mansão Wayne (seus pais os Grayson Voadores foram friamente assassinados).

E esta tragédia trazia uma similaridade entre ambos os personagens. Então com  a introdução da figura saltitante e colorida do Robin, Batman ganhou muito mais notoriedade (e depois disso todo herói que se preze tinha um ajudante a tira colo).

Antes desse fato o Morcegóide apenas pensava e não havia ninguém com quem pudesse dialogar e a presença do pássaro vermelho funcionou como um Watson na vida do herói.

O grande atrativo do Morcegão pra mim consiste no que decidiu fazer com sua tragédia pessoal. Era algo que poderia destruir sua vida ou torna-lo até um ser humano frívolo, mas Bruce Wayne  preferiu tornar-se um herói (utilizando sua perda como combustível para combater o crime).

Mesmo que sombrio e assustador lutando contra todo tipo de malfeitor usando apenas astúcia, coragem e inteligência.

O meu fascínio pelo Batman é justamente, porque BW é um homem comum. E em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge podemos supor que qualquer um pode ser o Morcegóide (cena em que Robin encontra a Batcaverna).

Fato que nós leitores já estamos cansados de saber nos gibis, porque há um legado extenso de homens que através dos séculos perpetuaram o manto do morcego.

Na Era de Prata, que acontece durante os anos 50 indo até 70, temos algumas mudanças significativas, pois acrescentaram outros elementos nas histórias do Morcegão. Uma nova origem mantendo o assassinato só  que o mandante foi o criminoso Lew Moxon que havia ido parar na cadeia por causa de Thomas. O gângster contratou Joel Chill para então forjar o assassinato do Wayne e executar sua vingança.

É desta fase que Thomas usou um uniforme de Batman numa festa á fantasia. Bom, mantiveram a criação por seu tio, porém neste período quando o jovem BW ainda fazia seu treinamento também usou um uniforme igual ao do Robin.

Foi quando recebeu um treinamento especial de detetive do policial, Harvey Harris, de Gotham City. Aliás outro fato interessante é que BW esteve em Smallville e conheceu Superboy (e ambos trabalharam juntos em alguns casos).

É importante lembrar que foi nesta época em que Dick adotou uma postura mais adulta saindo da sombra do Morcego. Grayson decidiu ir pra faculdade demonstrando que o tempo estava realmente passando. Podemos notar também que o Coringa ganhou um destaque maior como arqui-inimigo do herói.

O seriado televisivo da Dupla Dinâmica alçou o herói ao status de ícone da cultura pop mundial. Outro destaque desta série nostálgica foi a adorável Tia Harriet (Madge Blake) que não sabia das aventuras de Bruce (Adam West) e Dick (Burt Wart).

Mais sinceramente um dos melhores atrativos pra mim além da Mulher-Gato, da inesquecível Julie Newmar. Foi o surgimento da exuberante Batgirl (Barbara Gordon), interpretada pela atriz Yvonne Craig (não demorou muito e nossa musa migrou pros quadrinhos).

Outra contribuição muito importante desta época foi do artista Sheldon Moldoff. Ele foi co-criador de diversos personagens importantíssimos da mitologia do Cruzado Embuçado.

Na lista temos, Batwoman, Betty Kane, Ace, o Batcão, Hera Venenosa e também tivemos o surgimento do Bat-Mirim, o Duende Morcego (Bat-mite).

Como se não bastasse a existência do chatíssimo do Sr. Mxyzptlk nas histórias do Azulão. Criaram esse outro doido pra atrapalhar o Homem-Morcego, Bat-Mirim afirmando ser um fã ardoroso do herói. Ele agia sempre na intenção de ajudar mais causava uma tremenda confusão.

Esse duende apareceu na série animada The New Adventures of Batman, da Filmation e também num episódio de Batman: Os Bravos e Destemidos.

Nesta história, Bat-Mirim conta alguns casos do Morcegão que aconteceram em realidades alternativas (é excelente).

Não poderia esquecer que várias das histórias do Cruzado Embuçado enveredaram pela ficção científica, mas depois de terem se cansado desta fórmula voltaram as raízes detetivescas, durante os anos 70.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Batman que garimpei na web

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A Dinastia do Robin

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Robin I – Dick Grayson

O primeiro herói a usar o uniforme de Robin foi Dick Grayson. Ele surgiu há pouco menos de um ano do Morcegão.  A presença do Menino-Prodígio nas histórias do Cruzado Embuçado alavancaram ainda mais suas vendas e iniciou uma onde de vários sideckiks (ou ajudante mirim) nos gibis.

Seu sucesso diante da garotada fez surgir diversos personagens similares nas outras editoras. A figura do sideckik possibilitava aos jovens “participarem” ainda mais das aventuras de seus heróis.

Enquanto na DC tínhamos Robin, Aqualad, Kid Flash, Ricardito e Moça-Maravilha que formaram a Turma Titã e que posteriormente transformou-se nos Novos Titãs.

Sem esquecer que o Capitão Marvel que cedeu parte de seus poderes para Freedy Freeman se transformar no Capitão Marvel Jr.

Já na Marvel o Capitão América tinha o Bucky enquanto o Tocha Humana (original) andava com o Centelha. Haviam diversos personagens que atualmente ficaram no  limbo e que são lembrados apenas para demonstrar o período em que estavam no auge.

Os ajudantes “talvez” estivessem todos agindo em suas histórias até os dias de hoje.

Só que em meados dos anos 50 o famigerado Fredrick Wertham com seu livro “A Sedução dos Inocentes” (Seduction of the Innocent) promoveu uma caça as bruxas nos quadrinhos. Os quadrinhos foram acusados de promover a delinquência juvenil e pior até supor que Bruce fosse pedófilo ao morar sozinho com Dick.

É um absurdo inexplicável, mas esses fatos repercutem até os dias atuais, pois vemos sempre alguma insinuação sobre um “possível” relacionamento entre eles.

Tais acusações entre várias outras quase terminaram com a venda dos gibis e deram no The Comics Code (um tipo de censura pra todas as histórias que fossem publicadas).

Foi um golpe baixo, rápido e certeiro na indústria dos gibis da época. Sendo que edições foram canceladas e alguns títulos tiveram que ser reformulados para não saírem totalmente do mercado (quase acabaram com a indústria definitivamente).

Porém esse período está no passado e podemos ler nossos queridos gibis sem problema algum.

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Robin II – Jason Todd

Surgiu pela primeira vez na edição Batman #357, em 1983. No início o chato do Jason também era um acrobata que teve sua família assassinada pelo Crocodilo e depois foi adotado por Bruce. Seu cabelo era loiro sendo que Dick lhe presenteou com o uniforme de passarinho (então ele resolveu pintar seu cabelo de preto pra ficar igual ao herói anterior).

Depois da Crise nas Infinitas Terras surgiu aquela versão na qual o moleque era órfão e estava tentando roubar as rodas do Batmóvel. Jay sempre demonstrou ter uma personalidade instável e Batman já havia notado isso nele, pois acolheu-o somente para lhe mostrar outro caminho.

Na clássica “Uma morte em família”, Jason descobre sobre sua verdadeira mãe indo atrás dela. Infelizmente ela estava trabalhando pro Coringa acarretando o fato que o Palhaço do Crime assassinou friamente o moleque.

Sua morte foi decretada devido a votação por telefone de vários leitores e sinceramente já tinha ido tarde, pois ele era intragável. O aspecto mais marcante dessa época foi a dor que Bruce demonstrou após a morte de Jay, pois quase virou um maníaco suicida.

Só que depois de alguns anos trouxeram, Jason do limbo durante a ótima saga Silêncio e depois em “Sob o Capuz”, Jay se tornou o segundo Capuz Vermelho, mas se fosse por mim ele continuaria morto.

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Robin III – Tim Drake

Vimos sua primeira aparição na edição Batman #436, em 1989. Além de demonstrar ser um bom detetive, pois descobriu sozinho a identidade secreta do Morcegão.  Tim é um dos melhores hackers que eu já vi e se eu não me engano este tipo de habilidade foi introduzido na personalidade do Dick na série animada, Justiça Jovem.

Outra curiosidade é que a calça do uniforme dele também foi usada por Dick no desenho do Batman dos anos 90.

A parte interessante é que Tim foi treinado pela vilã Lady Shiva que ajudou, Bruce quando ele quis retornar a ação. Quando se recuperou milagrosamente após A Queda do Morcego.

A saga Crise de Identidade foi marcante pra mim por uma série de fatores e uma delas foi a morte dramática do pai de Tim (eu não consigo esquecer aquela cena na cozinha). Depois disso, Bruce adotou o garoto, ele entrou pros Novos Titãs e atualmente, Drake usa o codinome de Robin Vermelho.

Eu prefiro sua atuação inteligente e seu jeito companheiro de ser ao lado de Bruce como Robin do que Jason Todd.

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Robin – Carrie Kelley

Carrie Kelley surgiu na famosíssima HQ Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns) como uma estudante de treze anos.

A menina juntou uma grana para criar um uniforme de pássaro vermelho e começou a ajudar o herói (sempre achei estranho aquele óculos verdes enorme que ela usava).

Ela começou salvando o Morcegão idoso que levava uma surra do Líder Mutante (durante o primeiro confronto) .

Kelley foi a primeira parceira feminina juvenil do Cruzado Embuçado e no ótimo DVD retiraram a cena em que ela abraça, Bruce só pra não pegar mal.

Na infame continuação Batman: O Cavaleiro das Trevas 2 (The Dark Knight Strikes Again). Carrie está com 16 anos tornou-se uma hábil ginasta, sabe manejar diversos tipos de armas e ainda assumiu o codinome de Moça Gato (só que depois nunca mais apareceu na continuidade).

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Robin IV – Stephanie Brown

Foi criada pelo escritor Chuck Dixon, Steph é a segunda moça a erguer o manto de Robin. Stephanie é filha do vilão Mestre das Pistas, um inimigo do Morcegão (e também atuou como a vigilante Salteadora).

Quando, Tim foi impedido por seu pai de agir como Robin, Stephanie pediu ao Batman para ficar no seu lugar e ele aceitou.

Um detalhe importante é que Robin namorava Stephanie quando a moça agia como Salteadora, mas ela não sabia da identidade secreta de Tim.

Steph havia “morrido” depois de ser torturada pelo vilão Máscara Negra que desejava saber informações sobre o Homem-Morcego. Foi uma história chocante, porém depois soubemos que o corpo dela havia sido trocado (Bruce decidiu protege-la para que não fosse perseguida).

Steph herdou o manto de Batgirl de Cassandra Cain, pois ela teve que se retirar por problemas pessoais. Pra mim, Steph era muito desobediente com o Batman, mas sua passagem como Robin ficou fraca.

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Robin V – Damian Wayne

O moleque teve sua primeira suposta aparição no gibi Batman: O Filho do Demônio (1987). Nesta aventura, Talia Al Ghul engravida de Bruce, mas finge ter perdido o bebê fato que deixa nosso herói no fundo do poço.

Anos depois foi reinserido no universo do herói por Grant Morrison na história “Batman e Filho”, em 2006. Damian Wayne cresceu sendo treinado por seu avô Ra’s Al Ghul para se tornar líder da Liga dos Assassinos.

Damian desde pequeno havia sido exaustivamente treinado para se tornar um guerreiro perfeito, mas também cruel e impiedoso. Bruce levou seu filho pra casa e decidiu treiná-lo para que não se torne um homem totalmente frio.

Quando Batman foi dado como morto, Dick assumiu o manto do Homem-Morcego e Damian atuou ao seu lado como Robin.

Damian é um moleque arrogante, intrépido, atrevido, valentão e violento pra caramba, mas eu gosto dele.

Infelizmente, Damian enfrentou um clone seu envelhecido artificialmente para ficar adulto e morreu, no entanto vamos ver por quanto tempo ele ficará no limbo.

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Robin do Futuro, O Dróide-Prodígio

Essa é uma versão robótica do personagem que surgiu na saga DC Um Milhão.

Ele é o ajudante robô do Batman do século 853, herói que governa e protege o planeta-prisão Plutão.

O Robin do Futuro foi programado usando a personalidade do Batman refletindo sua inocência quando era criança. Sua criação é para lembra-lo de não ir muito longe em sua causa pela justiça.

A parte interessante é que este robô também fala piadinhas durante as lutas lembrando, Dick Grayson e até mesmo o Homem-Aranha.

Só pra constar temos a história “Batman Morre ao Amanhecer!” que foi publicada em Batman: Os Bravos e Destemidos # 7. Esta aventura tem roteiro de Sholly Fisch e arte de Rick Burchett.

O misterioso Vingador Fantasma convoca todos os 6 Robins pra missão de salvar a vida  de Bruce. Eles precisam deixar suas diferenças de lado, entrar no covil de Ra’s Al Ghul e colocar o Morcegão no Poço de Lázaro pra restaurar sua vida.

A parte interessante é que havia um plano B preparado pela Madame Xanadu que era uma equipe formada somente por Batgirls de diferentes linhas temporais.

Entre as quais estavam Bárbara Gordon, Betty Kane, Stephane Brown e Cassandra Cain. Batman Morre ao Amanhecer é uma história curta, mas não deixa de ser bem pensada e inteligente.

Lembro que há uma aventura clássica intitulada “Robin Morrerá ao Amanhecer” com arte de Sheldon Moldoff e roteiro de Bill Finger lá nos anos 60.

A história é recheada de pura ficção científica mostrando a Dupla Dinâmica sendo transportada para um distante planeta alienígena. Pra se ter uma noção, Batman é quase devorado por plantas carnívoras e depois precisa correr de um enorme ídolo de pedra (ele estava sem seu cinto de utilidades).

O ídolo de pedra joga um enorme pedregulho que acerta Robin matando o Menino-Prodígio, mas tudo não passava de uma alucinação causada por uma máquina experimental da Nasa.

Quando Batman acorda fica tendo alucinações no mundo real e a parte mais estranha é que há uma gangue Gorila aterrorizando Gotham (e ainda temos a presença do batcão Ace).

A aventura é bastante fraquinha, mas serve apenas pra ilustrar que esse negócio de morte do Robin não é algo que começou lá nos anos 80.

E pra realmente fechar, Bruce Wayne também se vestiu de Robin duas vezes. A primeira foi na década de 50 quando usou o traje para aprender noções do trabalho de detetive com o famoso Harvey Harris. Esta versão foi apagada da continuidade no Cavaleiro das Trevas, pois deste momento em diante Bruce age como Batman somente adulto.

A segunda versão foi no gibi Superman & Batman: Gerações. Isso aconteceu quando, Bruce estava usando seus conhecimentos de detetive e encontrou com o Superboy (Clark Kent) numa aventura em Gotham City.

Clark e Lois Lane estavam na cidade participando de um concurso de textos jornalísticos e pra variar, Lois foi sequestrada por Lex Luthor. Ambos os heróis vestiram seus uniformes e partiram pra salva-la. A parte interessante é que foi a jovem, Lois quem batizou o moleque de pássaro vermelho.

Superman & Batman: Gerações é uma história incrível que demonstra toda a evolução do Homem de Aço e do Cruzado Embuçado mostrando detalhes minuciosos desde suas origens até um futuro muito, muito distante.

É uma leitura repleta de aventura e também indispensável pra qualquer fã de quadrinhos.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Herói

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Arqueiro Verde

Pra ser sincero nunca fui com a cara do Arqueiro ainda mais pelas discussões acaloradas que havia entre ele e o Gavião Negro. Na verdade a editora nunca dava muita importância pra ele.

O herói sempre conquistou algumas poucas fases importantes e depois amargou várias outras largas temporadas jogado no segundo escalão.

Mais essa sua crescente popularidade devido ao novo seriado e minha curiosidade por saber do que se trata (me fez voltar minha atenção pro Oliver).

Green Arrow foi criado pelo roteirista Mort Weissinger e pelo artista Greg Papp, surgindo pela primeira vez na revista More Fun Comics #73, de 1941.

O Arqueiro já teve diversas origens, mas todas se mantem no básico que ao ficar preso numa ilha precisou aprender a manejar o arco e a flecha pra sobreviver (e quando voltou pra sua cidade decidiu iniciar sua carreira heroica).

O apetrecho mais famoso de sua aljava é a flecha com luva de boxe (algo clássico e muitas vezes ridicularizado pelos leitores na web).

Confesso que nunca fui muito de acompanhar as histórias dele, mas gostei de sua atuação no desenho da Liga da Justiça Sem Limites. Só passei a gostar mais do herói devido a sua versão em Batman: Os Bravos e Destemidos.

Aonde havia uma certa dinâmica e igualdade entre os dois. Ambos são ricos, aventureiros, sem superpoderes e usando cada um a sua maneira um arsenal de apetrechos na luta contra o crime (e o principal eles ficavam sempre competindo).

Também não é atoa, porque em sua versão original foi criado baseado no herói dos livros Robin Hood, aquele que roubava dos ricos para dar dinheiro aos pobres e também no Homem-Morcego.

Aliás o Arqueiro já teve o sinal-flecha, a caverna-flecha e também um carro-flecha que era todo amarelo ao invés de verde, vai entender? Pra fechar o ciclo de cópia do Morcegão ainda arranjou um parceiro mirim, ajudante, moleque saltitante  ou seja lá o que for o Ricardito (Speedy, no original), que atualmente chama-se Arqueiro Vermelho.

Por falar nisso durante os anos 70 deram uma mudança radical no personagem. Oliver  ganhou um cavanhaque, mudou seu uniforme, perdeu toda sua fortuna e virou um ativista liberal.

Nesta fase memorável ao lado de Hal Jordan haviam histórias de crítica social. Quem esteve a frente deste período foi o roteirista Denny O’Neil ao lado do artista Neal Adams.

As aventuras tinham um grande valor cultural, pois havia um importante enredo de conscientização social. A temática mais adulta envolvia direitos civis, política, racismo e ecologia. Esse período foi muito importante não só pro herói, mas também pros gibis ainda mais por mostrar Roy Harper como um dependente químico (lutando para se desintoxicar).

Durante os anos 80 no famoso pós-Crise a reformulação e sucesso veio na minissérie Os Caçadores, que teve uma mudança significativa na abordagem do Arqueiro. Mudando sua base de atuação de Star City para Seatlle, aonde estava ao lado da Canário Negro.

O enredo de Mike Grell foi mais sombrio do que aquele dos anos 70, pois até o visual do herói acompanhou este aspecto (adotando um capuz). Nesta impactante história o que ficou mais marcante foi a falta das famosas flechas especiais tão importantes que fazem parte da identificação do herói.

A trama ganha uma grande inserção de realidade na forma adulta como é conduzida, pois o herói está na caça de um serial killer que retalha garotas de programa. Enquanto a Canário Negro disfarçada está infiltrada tentando descobrir uma rede de drogas  financiada por Kyle Magnor, um importante magnata muito rico.

A arte de Mike Grell está bastante minuciosa demonstrando bem as expressões faciais e closes nas cenas mais importantes, porém a inclusão da personagem Shado revelou uma forte influência do mangá em seu estilo.

Nos anos 70 o herói pareceu pela primeira e única vez num desenho dos Super Amigos. Depois tivemos uma abordagem melhor na Liga da Justiça Sem Limites, no qual surge em Iniciação.

Seu interesse pela bela Canário Negro ficou evidente ainda mais quando sofreu poucas e boas para que o veterano herói Pantera largasse o vício de uma luta clandestina comandada pela sensual vilã Roleta.

Na clássica edição Liga da Justiça: A Nova Fronteira que migrou para DVD temos a presença do herói com seu aspecto original.

Num episódio de DC Showcase o herói estava indo pro aeroporto encontrar Dinah quando se depara com uma conspiração internacional (comandada pelo Conde Vertigo). Era uma tentativa de assassinato da princesa Perdita, da Vlatava (e acaba enfrentando seu pior inimigo Merlyn).

Mesmo com pouco tempo de duração foi uma ótima amostra do que fazer com o herói.

Bom, pra mim a grande virada pra popularidade do herói aumentar de vez foi sua inclusão no seriado Smallville, no qual era interpretado pelo ator Justin Hartley. O ápice foi o surgimento de uma versão da Liga, no episódio Justiça, durante a sexta temporada.

E agora temos Arrow, o novo seriado que está fazendo um tremendo sucesso. Na série estrelada pelo ator Stephen Amell a ação e o drama são o enfoque principal dos episódios.

Os produtores se preocuparam em demonstrar cenas que nos conectam as que vemos na telona e principalmente os coadjuvantes são personagens que vieram dos gibis.

Bom, como não poderia deixar de ser o Arqueiro Verde também já foi desta pra melhor. Isto aconteceu quando estava enfrentado um grupo paramilitar e acabou morrendo numa explosão de avião. Este negócio de morte nos gibis pra mim já ficou sem graça (há muito tempo).

Seu retorno foi graças a intervenção de Hal que estava segurando as pontas como Espectro. Lembrei que durante a saga Zero Hora Parallax/Hal foi morto por Oliver com uma flecha no peito (fato que deixou o Arqueiro muito arrasado por conta disso).

Outro fato marcante é que o Arqueiro já matou algumas vezes. A mais contundente pra mim foi a que citei acima, mas também temos a morte do vilão Prometeus que havia detonado uma bomba em Star City matando milhares de inocentes (e provocando a ira do herói).

Só pra fechar na nova fase do Arqueiro suas histórias estavam sendo escritas por JT Krul junto com a arte de Dan Jurgens. Pelo que pude ver na web seu M.O. está radicalmente diferente daquele que nos acostumamos a acompanhar durante as histórias anteriores.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Arqueiro Verde que garimpei na web

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