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Herói

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Superboy

Surgiu como uma versão adolescente de Kal-El, mas com o tempo ganhou importância e virou motivo de uma ferrenha luta judicial entre a DC Comics e a família Shuster.

Dizem as lendas que em 1938, Jerry Siegel havia proposto uma versão jovem do Superman pra DC Comics, mas a editora não havia aceitado. Porém com o sucesso de Robin e dos ajudantes o herói foi aprovado e surgiu na edição de More Fun Comics # 101, de 1944.

A arte era de Joe Shuster, pois Siegel estava servindo na Segunda Guerra Mundial e devido a falta de sua aprovação pro surgimento do personagem anos depois surgiu o famoso processo judicial.

Essa pendenga é muito chata e durou anos, mas se eu não estiver enganado recentemente a família Shuster teve causa ganha na justiça.

O Rapaz de Aço vivia suas aventuras em Smallville, era apaixonado pela ruivinha Lana Lang e tinha como amigo e confidente Pete Ross (que sabia de sua identidade secreta).

Devido ao enorme sucesso do personagem ele acabou ganhando uma outra edição somente com suas histórias Adventure Comics (1946) que acabou originando um título próprio do Garoto de Aço que durou anos.

Durante as aventuras que aconteceram nestas edições surgiu um famoso supergrupo da editora. A Legião dos Super-Heróis que também virou um grande sucesso a equipe do século XXX surgiu na edição Adventures Comics #247, de 1958. O grupo inicialmente formado pelos adolescentes Satúrnia, Relâmpago e Cósmico se uniram tendo como inspiração os feitos heroicos do Superboy.

Depois com a criação do Multiverso a editora se viu com o problema de explicar as aventuras desta época na cronologia do Homem de Aço e também de vários outros personagens. A solução foi criar a devastadora Crise nas Infinitas Terras que reformulou todos os heróis da Distinta Concorrente.

Pra piorar o problema não havia sido resolvido, pois com a afirmação que Superman nunca foi Superboy suas aventuras em conjunto com a LSH nunca existiram. Então John Byrne explicou que havia o Mundo Compacto que havia sido criado pelo Senhor do Tempo (o maior arqui-inimigo do grupo).

Então ele criou um universo inteiro pra enganar a Legião e toda vez que eles pensavam estar viajando pelo passado do nosso mundo. Na verdade estavam realmente indo pro mundo que inventou, porém o Superman acabou descobrindo tudo.

Havia uma máquina também criada pelo Senhor do Tempo que protegia o Universo Compacto da onda destruidora de antimatéria. O Superboy foi obrigado a confrontar o Azulão, mas usava apenas metade de sua força no combate (esse SB foi feito inspirado na versão da Era de Prata que era muito mais forte que sua versão adulta de 1986). O Superman entendeu o que estava acontecendo e logo a LSH levou o herói para ajuda-lo a enfrentar o Senhor do Tempo

Durante o combate entre eles a máquina que protegia da onda de antimatéria foi destruída e o Superboy sacrificou sua vida pra salvar seu mundo (morrendo como um verdadeiro herói).

Também durante os eventos da Crise ficamos conhecendo a Terra Primordial da qual surgiu o Superboy Primordial. Criado pelo escritor Elliot S! Maggin e pelo consagrado artista Curt Swan surgiu na edição DC Comics Presents #87, em 1986.

Neste universo os heróis da DC existem apenas nos gibis e ele no “mundo real” era seu único herói. Quando o foguete de Kal-El chegou na Terra foi encontrado por Jerry e Naomi Kent que o batizaram de Clark Kent (teve até uma discussão por causa deste nome). Clark cresceu como um menino normal e estava apaixonado por sua vizinha Laurie.

Algum tempo depois numa festa, Clark estava fantasiado de Superboy e a passagem do Cometa Halley fizeram seus poderes despertarem. Isto coincidiu com a presença do Superman na Terra Primordial e logo a onda de antimatéria chegou naquele universo destruindo-o totalmente.

O Superboy Primordial mesmo abatido por sua perda agiu como herói e lutou ao lado dos heróis remanescentes para destruir o Antimonitor na Aurora dos Tempos. No final como recompensa Kal-L e Lois Lane, da Terra-2, Alexander Luthor, da Terra-3 e o Superboy Primordial vão descansar num local paradisíaco (na verdade estavam jogados no limbo).

Só que durante a saga Crise Infinita que serviu como continuação e também pra homenagear a Crise de 1986. Tivemos o retorno dos personagens citados acima e uma nova crise no Multiverso. Mais podemos notar principalmente a mudança radical na personalidade do Primordial que tornou-se um louco, tirano e obsessivo para encontrar Terra perfeita e transforma-se num herói (pra mim ele é um dos maiores e também um melhores vilões da editora atualmente).

Durante as edições de O Retorno do Super-Homem tivemos o surgimento de quatro heróis usando o símbolo de diamante (e entre eles havia um novo Superboy).

Conner Kent foi criado por Karl Kesel e Tom Grummett ele havia sido criado pelo Projeto Cadmus como um clone do Azulão.  Esse herói metido a engraçadinho tem poderes de telecinésia tátil (podendo mover grandes quantidades de matéria, mas precisa encostar para agir) fato que faz para simular alguns dos poderes do Super como: voo e super-força.

Superboy vestia-se como um motoqueiro de jaqueta e óculos escuros e participou da primeira versão Justiça Jovem equipe na qual também participava Robin (Tim Drake) e Impulso (Bart Allen) as histórias eram muito divertidas. Logo alguns heróis deste grupo foram incorporados aos Novos Titãs e o resto faz parte da história…

Depois o Superboy teve revista própria com arte de Tom Grummet aonde era um namorador e mulherengo destaca-se sua namorada a repórter Tana Moon. Ele e a repórter brigavam bastante a coisa só piorou quando ele se envolveu com a vilã Nocaute (essas histórias aconteceram no Havaí).

Na verdade descobrimos que SB era um clone com metade do DNA do Super e a outra metade de Paul Westfield que era o diretor do Projeto Cadmus (depois mudaram pra Lex Luthor).  O vilão careca sempre quis ter um meta-humano que pudesse controlar e acabou conseguindo fazer uma lavagem cerebral em Kon-El nome kriptoniano do herói.

Infelizmente Conner Kent morreu durante a Crise Infinita enfrentando o terrível Superboy Primordial. O herói retornou no gibi A Legião de Três Mundos para enfrentar novamente o Primordial no séc. XXXI.

Como curiosidade durante Zero Hora, Conner Kent enfrentou um Superboy de outra realidade e se não me falha memória era sua versão Pré-Crise (que depois sumiu tão de repente como apareceu).

Em 2011, na excelente série animada Justiça Jovem, Superboy é salvo por Aqualad, Robin e Kid Flash da instalação secreta do Projeto Cadmus e formam uma equipe. Inicialmente o SB mostra-se arredio, muito arrogante e com problemas pra interagir com as pessoas, mas aos poucos vai mudando (durante os episódios ele e a simpática Miss Marte tornam-se namorados).

Algo totalmente diferente do que havia nos quadrinhos, pois ele namorava a Moça-Maravilha (Cassie Sandsmark).

Outra curiosidade em 1961 o seriado The Adventures of Superboy foi filmado, mas nunca teve exibição na telinha. Dizem as lendas que o ator John Rockwell que na época tinha apenas 23 anos. Aparentava ser velho demais pra interpretar o herói adolescente, vai entender?

O desenho As Aventuras do Superboy (1966–1969) que foi produzido pela Filmation teve apenas 34 episódios com duração de seis minutos cada. O herói adolescente tinha aventuras na companhia do fiel Krypto.

Em Superamigos tivemos duas aparições do herói. A primeira foi no epsódio “History of Doom”,  que mostra a origem de Lex Luthor.  E a segunda vez foi no episódio “Return of the Phantoms”, aonde três criminosos fogem da Zona Fantasma e voltam no tempo pra combater o jovem herói, mas Superman e o Lanterna Verde chegam pra ajuda-lo.

Durante a fraquíssima série televisiva The Adventures of Superboy que acontecia na faculdade durou de 1988 a 1992. Tivemos dois atores interpretando o personagem  John Haymes Newton e Gerard Christopher como SB e Lana Lang (Stacy Haiduk).

Smallville é uma homenagem direta as aventuras do herói da Era de Prata tanto que foi nomeado por aqui de As Aventuras do Superboy. É claro que o universo do Homem de Aço também foi homenageado diversas vezes, mas houve um episódio no qual tivemos a aparição do Superboy.

Ele era um clone de Lex Luthor (Michael Rosenbaum) que também tinha metade do DNA de Clark (Tom Welling) seu nome era Conner Kent e estava com a mesma roupa dos gibis.

Por último a série animada Superman e a Legião dos Super-Heróis mostra as aventuras do personagem no séc. XXXI.  Podemos notar claramente que o personagem é o Superboy, mas o processo judicial envolvendo os direitos dele ainda estava acontecendo (por isso mudaram o nome).

Nos episódios a LSH viaja no tempo para recrutar o Super pra lutar contra o crime, porém o herói ainda não desenvolveu direito seus poderes. E precisa da ajuda da Legião para aprender como se tornar um grande herói.

Nesta versão dos Novos 52 a origem do SB ficou bastante modificada, pois foi criado pela organização Momentum (e não há nenhuma ligação com o Cadmus). Por enquanto tudo sobre sua origem ainda é um mistério.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Superboy que garimpei na web

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Aquaman

Arthur Curry Jr. é um dos heróis mais antigos da editora. Ele foi criado pelo artista Paul Norris e pelo roteirista Mort Weisinger surgindo na revista More Fun Comics # 73, de 1941.

Eu já li diversas vezes na web que o Namor é uma cópia do Aquaman. Isto está errado, pois o herói da Marvel além de ter praticamente a mesma origem surgiu dois anos antes do que Aquaman (se formos falar de plágio foi a DC quem copiou).

O herói original era filho de um cientista que após descobrir a lendária cidade de Atlântida fez experiências no seu corpo. Então depois disso Aquaman desenvolveu a capacidade de respirar embaixo d’água, sobreviver sob a pressão submarina, força sobre-humana e também se comunicar com a vida marinha (não havia nada mencionando ser rei de Atlântida).

O único fato estranho era que seu uniforme apresentava luvas amarelas e não as habituais verdes que estamos acostumados a ver, porque essas surgiram apenas na versão da Era de Prata do personagem (na qual lhe deram uma nova origem).

Assim como aconteceu diversas vezes com o Gavião Negro. O Aquaman também já teve diversas releituras durante décadas.

Pra complicar ainda temos o fato da editora dificilmente mostrar arcos de histórias irrelevantes pro herói. E infelizmente os fãs adoram jogar piadinhas quanto ao seu famoso poder de se comunicar com os peixes.

Isso está associado com sua versão mostrada no desenho dos Super Amigos, no qual todos os heróis ganharam uma versão mais infantilizada, no entanto o Aquaman sofreu de uma forma maior por demonstrarem que seu poder era importante apenas dentro d’água.

Não vou dizer que sou fã de carteirinha do Aquaman, mas notei que ao longo dos anos o personagem foi mal aproveitado pela DC Comics.

E isto acontece com diversos outros heróis tanto da Distinta Concorrente quanto da Marvel também. Isso acaba esbarrando na falta de material relevante para se adaptar numa franquia para a telona.

Não que seja impossível, porém o que poderá ser dito além do trivial?

Os roteiros de Geoff Johns com a bel arte do brasileiro Ivan Reis para este reboot são uma prova importante de que há histórias interessantes e inteligentes para contar com o “rei dos mares” (falta alguém que queira levar tal acontecimento adiante).

Bom, no desenho The Superman/Aquaman Hour of Adventure tivemos algumas aventuras com vários heróis clássicos da DC como Átomo (na verdade Eléktron), Flash, Superman, Lanterna Verde, Gavião Negro (formando uma Liga da Justiça), em 1967.

Só pra constar, todos os heróis citados acima também foram apresentados em segmentos com aventuras próprias.

Continuando, nesta versão, Aquaman sempre aparece na companhia do Aqua-Moço (Aqualad) cavalgando os cavalos-marinhos (Storm e Imp), mas também temos a rainha Mera e a morsa Tusky (são aventuras fraquinhas, porém fizeram a alegria da criançada naquela época).

Depois veio a famosa produção da Hanna-Barbera que marcou várias gerações de crianças mundo afora (eu fui uma delas). Em Super Amigos tivemos diversas formações de heróis baseada na Liga da Justiça. A melhor de todas as temporadas do desenho ficou pra última The Super Powers Team: Galactic Guardians.

Quando tínhamos mais elementos que nos lembravam os gibis, o principal vilão era o Darkseid junto com seu filho Kalibak e o puxa-saco do Desaad e a equipe tinha como integrantes os novatos Nuclear e Ciborgue.

Na terceira temporada do Superman: A Série Animada temos uma participação do herói (não lembro do nome deste episódio). É quando Lex Luthor faz experiências com os seres marinhos e seus cientistas capturam tanto o Aquaman quanto a Lois. Superman precisa ajudar ao Aquaman antes que aconteça uma guerra entre a Terra e a cidade de Atlântida.

Neste desenho parece que misturaram a versão que havia nos anos 90 com a original que caçava pescadores ou seres humanos que poluíam os oceanos.

Pra mim a melhor versão do herói foi apresentada no excelente e memorável desenho da Liga da Justiça, mas deixaram ele de fora da formação original da equipe. Preferindo colocar a Mulher-Gavião e o Lanterna Verde (John Stewart).

Desta vez sua personalidade ficou mais arrogante do que nunca e se auto-proclama como soberano dos mares. O que me deixou bolado foi ter retirado a mão pra salvar seu filho (sem pestanejar).

Este fato também aconteceu nos gibis de uma forma bastante diferente. Aquaman perdeu a mão quando enfrentou o vilão Charybdis que conseguiu imitar o poder do herói de se comunicar com a vida marinha (colocando-a num lago cheio de piranhas).

Em Batman: Os Bravos e os Destemidos deixaram-no mais engraçado, pois ele fala pra caramba sendo geralmente sobre alguma aventura protagonizada por ele mesmo (e deixando qualquer um maluco ao ouvir essas histórias).

O que ficou interessante e até surreal é que o Mestre dos Oceanos, um dos seus maiores inimigos e também seu irmão. Vive tentando mata-lo pra se apoderar do trono, mas Arthur sempre o perdoa.

Em Smallville tivemos diversas aparições de personagens dos gibis da DC e o ator Alan Ritchson foi quem interpretou o herói. Aquaman surgiu durante a quinta temporada e teve até um curto romance com Lois Lane (Erica Durance).

Devido a sua crescente popularidade os produtores tiveram a ideia de fazer uma série só do herói, mas o projeto foi cancelado e ficou apenas no episódio-piloto.

No desenho, Justiça Jovem foi apresentada uma releitura pros Novos Titãs e também temos a presença de praticamente toda Liga da Justiça.  Aqui os assistentes Robin, Ricardito, Impulso e Aqualad se desentendem com seus tutores, pois acreditavam que iriam conhecer a base secreta no espaço (o famoso satélite da Liga).

Só pra lembrar, o primeiro assistente a se chamar Aqualad foi o Garth (atualmente Tempest) e desta vez o Aqualad que aparece no desenho chama-se Kaldur. Ele foi treinado pelo Aquaman e o trata como Rei Orin (uma referência ao nome do golfinho que criou o herói).

Nos gibis, durante os anos 80 (período pré-Crise) surgiu a infame Liga Detroit, pois nesta época o satélite havia sido danificado (fato que trouxe a equipe de volta pra Terra). Naquele período a Liga amargou com baixas vendas e decidiram fazer algo que despertasse um novo interesse nos leitores.

Então Aquaman virou líder, pois decidiu que os membros deveriam estar realmente comprometidos com a LJA. Nesta época tínhamos: Ajax, Homem-Elástico (Ralph  Dibny), Zatanna, Gládio (Henry Hank Heywood III), Vibro (Paco Ramone), Vixen (Mari Jiwe Macabe), e Cigana (Cindy Reynolds).

Infelizmente as histórias ruins,  a falta de sucesso e a baixa popularidade decretou o fim desta versão que ficou marcada como a pior de toda a história da equipe (o fato é que não havia nenhum herói top participando dela). A minissérie Lendas decretou o final desta Liga que sofreu uma amarga derrota pelo vilão Enxofre.

No pós-Crise tivemos a edição de A Lenda de Aquaman com arte de Curt Swan e roteiro de Keith Giffen recontando a origem do herói. É uma das melhores histórias feita com o personagem, pois consegue redefini-lo totalmente.

Além de termos uma abordagem que não deixa de lado sua origem da Era de Prata, pois temos as presenças do seu pai (Arthur Curry), a rainha Atlanna e também de Vulko (amigo e conselheiro).

O gibi mostra vida do herói desde pequeno quando foi deixado pra morrer no Coral da Clemência, passando pelo seu aprendizado com seu pai e a descoberta de sua origem com Vulko.

Temos também seu ingresso na vida heroica como membro-fundador da Liga da Justiça, sua consagração como rei de Atlântida e a perda trágica do filho (fazendo-o abandonar seu reino). Pra mim é uma aventura magnífica, pois conseguiram fazer algo que valesse a pena ler sobre o herói.

Outra história marcante que li foi Liga da Justiça: Ano Um, de 1998. Nela tivemos roteiro de Mark Waid e Brian Augustyn e a bela arte de Barry Kitson. Aqui os membros originais são: Flash, Lanterna Verde, Canário Negro 2, Aquaman e Caçador de Marte (fato que ajudou a redefinir a origem da LJA retirando Diana da equipe).

A equipe se une pra evitar a invasão da Terra por sete alienígenas do planeta Appellax. Após terem derrotados os invasores precisam se unir novamente para deter a organização criminosa Locus (que pretende usar os corpos dos alienígenas para controlar o mundo).

A parte interessante nesta abordagem é que os heróis são novatos que estão aprendendo a usar suas habilidades e precisam de repente a confiar uns nos outros para se tornarem uma equipe.

Em Ponto de Ignição, uma realidade alternativa na qual todo UDC se apresentou de forma diferente. Temos o Imperador Aquaman, aonde Nova Themyscira e Atlântida iam selar um acordo comercial. Só que Aquaman se deita com Diana e Orm arma uma conspiração para que haja uma guerra entre as nações (Mera descobre a traição sendo morta pela Mulher-Maravilha).

Eu não gosto da HQ, mas o DVD ficou excelente e recomendo pra todos que tiverem curiosidade de assistir.

O Aquaman dos Novos 52 é a melhor abordagem que fizeram com ele das que pude ler. Infelizmente confesso que não acompanhei sempre todas, porém gostei do material que pude ler.

Novamente temos a origem da Era de Prata, pois seu pai é Tom Curry e sua mãe Atlanna (aqui também o herói assume o trono como rei de Atlântida). A única coisa de diferente é que ele foi membro da equipe Os Outros, na qual enfrentou seu maior arqui-inimigo o Arraia Negra (o filho dele também torna-se seu inimigo).

Além de ser um membro-fundador da Liga da Justiça, o herói fixa moradia na Baía da Anistia junto com Mera. A abordagem dada por Geoff Johns é incrível por mexer naquele status quo do herói ser um “bucha” pros seres humanos e explica o fato dele “falar com peixes”.

Na verdade Aquaman apenas induz aos animais marinhos alguns comandos mentais, pois peixes possuem mentes primitivas e não são capazes de manter uma comunicação decente.

A arte de Ivan Reis é outro ponto alto desta abordagem, pois seu trabalho bem detalhado nos deixa a vontade durante o decorrer das aventuras.

Aquaman sofre um tipo de preconceito do povo da superfície, não é humano (é tipo mutante), não é respeitado, mas segue agindo de forma determinada protegendo aqueles que o odeiam.

Foi a melhor representação feita com o Aquaman até agora e eu espero que não mudem tão rápido. Depois do incrível lançamento do DVD Liga da Justiça: Guerra. Teremos Justice League: Throne of Atlantis, recontando a origem do herói, neste universo Novos 52. Aqui teremos o jovem Arthur Curry tentando deter uma guerra entre os seres humanos e Atlântida ao mesmo tempo em que descobre sua herança aquática.

Só pra fechar lembrei que no desenho do Bob Esponja os heróis aposentados Homem Sereia e Mexilhãozinho são uma óbvia homenagem ao Aquaman e Aqualad.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Aquaman que consegui garimpar

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Arqueiro Verde

Pra ser sincero nunca fui com a cara do Arqueiro ainda mais pelas discussões acaloradas que havia entre ele e o Gavião Negro. Na verdade a editora nunca dava muita importância pra ele.

O herói sempre conquistou algumas poucas fases importantes e depois amargou várias outras largas temporadas jogado no segundo escalão.

Mais essa sua crescente popularidade devido ao novo seriado e minha curiosidade por saber do que se trata (me fez voltar minha atenção pro Oliver).

Green Arrow foi criado pelo roteirista Mort Weissinger e pelo artista Greg Papp, surgindo pela primeira vez na revista More Fun Comics #73, de 1941.

O Arqueiro já teve diversas origens, mas todas se mantem no básico que ao ficar preso numa ilha precisou aprender a manejar o arco e a flecha pra sobreviver (e quando voltou pra sua cidade decidiu iniciar sua carreira heroica).

O apetrecho mais famoso de sua aljava é a flecha com luva de boxe (algo clássico e muitas vezes ridicularizado pelos leitores na web).

Confesso que nunca fui muito de acompanhar as histórias dele, mas gostei de sua atuação no desenho da Liga da Justiça Sem Limites. Só passei a gostar mais do herói devido a sua versão em Batman: Os Bravos e Destemidos.

Aonde havia uma certa dinâmica e igualdade entre os dois. Ambos são ricos, aventureiros, sem superpoderes e usando cada um a sua maneira um arsenal de apetrechos na luta contra o crime (e o principal eles ficavam sempre competindo).

Também não é atoa, porque em sua versão original foi criado baseado no herói dos livros Robin Hood, aquele que roubava dos ricos para dar dinheiro aos pobres e também no Homem-Morcego.

Aliás o Arqueiro já teve o sinal-flecha, a caverna-flecha e também um carro-flecha que era todo amarelo ao invés de verde, vai entender? Pra fechar o ciclo de cópia do Morcegão ainda arranjou um parceiro mirim, ajudante, moleque saltitante  ou seja lá o que for o Ricardito (Speedy, no original), que atualmente chama-se Arqueiro Vermelho.

Por falar nisso durante os anos 70 deram uma mudança radical no personagem. Oliver  ganhou um cavanhaque, mudou seu uniforme, perdeu toda sua fortuna e virou um ativista liberal.

Nesta fase memorável ao lado de Hal Jordan haviam histórias de crítica social. Quem esteve a frente deste período foi o roteirista Denny O’Neil ao lado do artista Neal Adams.

As aventuras tinham um grande valor cultural, pois havia um importante enredo de conscientização social. A temática mais adulta envolvia direitos civis, política, racismo e ecologia. Esse período foi muito importante não só pro herói, mas também pros gibis ainda mais por mostrar Roy Harper como um dependente químico (lutando para se desintoxicar).

Durante os anos 80 no famoso pós-Crise a reformulação e sucesso veio na minissérie Os Caçadores, que teve uma mudança significativa na abordagem do Arqueiro. Mudando sua base de atuação de Star City para Seatlle, aonde estava ao lado da Canário Negro.

O enredo de Mike Grell foi mais sombrio do que aquele dos anos 70, pois até o visual do herói acompanhou este aspecto (adotando um capuz). Nesta impactante história o que ficou mais marcante foi a falta das famosas flechas especiais tão importantes que fazem parte da identificação do herói.

A trama ganha uma grande inserção de realidade na forma adulta como é conduzida, pois o herói está na caça de um serial killer que retalha garotas de programa. Enquanto a Canário Negro disfarçada está infiltrada tentando descobrir uma rede de drogas  financiada por Kyle Magnor, um importante magnata muito rico.

A arte de Mike Grell está bastante minuciosa demonstrando bem as expressões faciais e closes nas cenas mais importantes, porém a inclusão da personagem Shado revelou uma forte influência do mangá em seu estilo.

Nos anos 70 o herói pareceu pela primeira e única vez num desenho dos Super Amigos. Depois tivemos uma abordagem melhor na Liga da Justiça Sem Limites, no qual surge em Iniciação.

Seu interesse pela bela Canário Negro ficou evidente ainda mais quando sofreu poucas e boas para que o veterano herói Pantera largasse o vício de uma luta clandestina comandada pela sensual vilã Roleta.

Na clássica edição Liga da Justiça: A Nova Fronteira que migrou para DVD temos a presença do herói com seu aspecto original.

Num episódio de DC Showcase o herói estava indo pro aeroporto encontrar Dinah quando se depara com uma conspiração internacional (comandada pelo Conde Vertigo). Era uma tentativa de assassinato da princesa Perdita, da Vlatava (e acaba enfrentando seu pior inimigo Merlyn).

Mesmo com pouco tempo de duração foi uma ótima amostra do que fazer com o herói.

Bom, pra mim a grande virada pra popularidade do herói aumentar de vez foi sua inclusão no seriado Smallville, no qual era interpretado pelo ator Justin Hartley. O ápice foi o surgimento de uma versão da Liga, no episódio Justiça, durante a sexta temporada.

E agora temos Arrow, o novo seriado que está fazendo um tremendo sucesso. Na série estrelada pelo ator Stephen Amell a ação e o drama são o enfoque principal dos episódios.

Os produtores se preocuparam em demonstrar cenas que nos conectam as que vemos na telona e principalmente os coadjuvantes são personagens que vieram dos gibis.

Bom, como não poderia deixar de ser o Arqueiro Verde também já foi desta pra melhor. Isto aconteceu quando estava enfrentado um grupo paramilitar e acabou morrendo numa explosão de avião. Este negócio de morte nos gibis pra mim já ficou sem graça (há muito tempo).

Seu retorno foi graças a intervenção de Hal que estava segurando as pontas como Espectro. Lembrei que durante a saga Zero Hora Parallax/Hal foi morto por Oliver com uma flecha no peito (fato que deixou o Arqueiro muito arrasado por conta disso).

Outro fato marcante é que o Arqueiro já matou algumas vezes. A mais contundente pra mim foi a que citei acima, mas também temos a morte do vilão Prometeus que havia detonado uma bomba em Star City matando milhares de inocentes (e provocando a ira do herói).

Só pra fechar na nova fase do Arqueiro suas histórias estavam sendo escritas por JT Krul junto com a arte de Dan Jurgens. Pelo que pude ver na web seu M.O. está radicalmente diferente daquele que nos acostumamos a acompanhar durante as histórias anteriores.

Confira na galeria abaixo algumas imagens do Arqueiro Verde que garimpei na web

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