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Aviso Importante

superman

Estou postando textos na web desde 2011 primeiro havia começado de brincadeira com meus amigos no ALT 1.

Eu ainda não sabia o que fazer e copiava matéria de vários outros blogs. Até que de tanto meus amigos reclamarem comecei a escrever por mim mesmo resultando no Além da Torre de Observação 2.

Senti que realmente queria escrever sobre meu assuntos prediletos super-heróis e gibis.

Vindo parar no Além da Torre 3, fiz algumas mudanças quanto ao blog anterior e a chegada de alguns comentários sobre o que estava fazendo me incentivou a continuar.

Agora finalizando mais uma etapa estarei continuando minha jornada por mais algum tempo no Além da Torre Z. Quando terminar não ficarei mais na web digitando, pois se trata de estar há muito tempo fazendo a mesma coisa.

Vai ser estranho ter que parar, porém vou tentar. Espero que vocês continuem me acompanhando neste novo ciclo que se inicia indo até aonde nenhum homem jamais esteve.

Obrigado a todos e até o próximo texto.

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Ober un evezhiadenn

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As Melhores Adaptações de HQs – Última Parte

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Foi bastante difícil ter de escolher qual filme viria pra esta listagem, mas espero que tenham gostado dos meus comentários. Bom, chega de enrolação e vamos lá.

Os Vingadores 2: A Era de Ultron – 2015

Pra começar a trilha sonora composta por Danny Elfman está excelente nos ambientando no filme de forma primorosa (a cada cena mostrada).

Nos gibis antigos, Ultron é uma inteligência artificial criado por Hank Pym. O Dr. Pym é o famoso Homem-Formiga, mas neste novo filme quem aparece é Scott Lang (Paul Rudd).

O segundo a vestir o uniforme do herói, porém Hank (Michael Douglas) será apenas o inventor do traje. Eu não entendi esta mudança drástica, pois Hank é um membro-fundador dos Vingadores (este filme fechará a segunda fase do UCM).

Então, Vingadores 2 começa mostrando bastante ação com a equipe na, Sokovia enfrentando o Barão von Strucker, mas são vergonhosamente derrotados pelos gêmeos Pietro e Wanda (Mercúrio e Feiticeira Escarlate, nos quadrinhos).

Wanda manipula os medos de cada herói expondo-os de uma maneira que se sentem frágeis e impotentes. Só pra constar o medo do Loirinho está conectado ao seu terceiro filme Thor: Ragnarok (2017).

A primeira derrota da equipe os deixa totalmente desnorteados despertando a ânsia de Tony Stark querer um mundo que não precisasse dos Maiores Super-Heróis da Terra para proteger.

O fato de criar tal tecnologia foi um erro terrível, pois Ultron vê a humanidade como um mal a ser exterminado.

Alias a presença de Ultron (James Spader) é um show a parte, porque demonstra sua aversão pela humanidade sendo irônico e até tentando fazer piadas.

Sendo assustador em sua compreensão doentia de salvação da humanidade (destruindo a ameaça dos Vingadores).

A maior surpresa pra mim foi ver Natasha (Scarlett Yohansson) tentando ter um relacionamento com Bruce (Mark Ruffalo). Algo que realmente não daria certo por causa de seu temperamento insustentável e frágil.

Outro momento interessante foi o surgimento do Visão (Paul Bettany), o herói possui uma das gemas do infinito e suas aparições são fantásticas (lembrando cenas dos quadrinhos). E pra ser sincero esta aventura é basicamente isso um enorme gibi com batalhas e cenas de destruição como estamos acostumados a ler.

Vingadores 2 é sensacional, pois consegue aliar cenas de ação alucinantes com momentos engraçados e intimistas pra aliviar a tensão. E principalmente, porque conseguiram demonstrar outros heróis como: Máquina de Combate (Don Cheadle), Falcão (Anthony Mackie) e até dar destaque pro Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Isto sem contar as aparições de Nick Fury e da bela Maria Hill (Cobie Smulders).

Mesmo que de maneira disfarçada o filme é bastante psicológico seja na complexidade dos pensamentos altruístas de Tony Stark ou na presença de seu antagonista Ultron (o ódio mortal pelo seu criador demonstra ser uma versão distorcida de tudo que TS representa).

Essa carga filosófica se completa na existência do Visão demonstrando um meio termo entre ambos. Tudo isso é mostrado “superficialmente”, porque afinal de contas trata-se de um blockbuster e sua função é apenas divertir.

Na cena pós-créditos temos a promessa da volta do terrível Thanos usando a Manopla do Infinito. Infelizmente teremos que esperar mais dois anos pra que isso aconteça.

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Guardiões das Galáxias – 2014

O filme foi uma grande surpresa pra milhares de fãs, pois explora a mitologia espacial da editora. E mostra uma equipe que não era conhecida pela maioria dos nerds de carteirinha assinada (eu sou um deles!).

Na trama, Peter Quill (Chris Pratt) rouba uma orbe que Ronan, o Acusador havia prometido entregar pra Thanos (Josh Brolin). Só que Quill não sabia que na orbe havia uma gema do infinito.

Ronan envia Gamora (Zoe Saldaña) no lugar de Nebulosa (Karen Gillan) para reaver a orbe. Mais durante a perseguição, Gamora encontra Rocket Raccoon e Groot também na caça de Quill.

Guardiões é uma aventura empolgante, pois a futura equipe se reuniu contra sua vontade. Na verdade não havia outro jeito mesmo sendo mais para salvar a própria pele, porque todos estavam presos.

Eles tiveram que se unir para enfrentar Ronan, o Acusador. Ele até parecia ser imponente e assustador perseguindo a equipe, mas Ronan fica quietinho quando Thanos o ameaça.

O Senhor das Estrelas pra mim é o mais carismático de todos, simplesmente, por causa das músicas antigas e seu jeito canastrão de agir (carregando seu walkman). Aliás este é um dos grandes lances de Guardiões, pois consegue conectar canções nostálgicas espetaculares a trama do filme.

Continuando, logo depois o meu preferido é Rocket Raccoon, um guaxinim muito sarcástico e também inteligente. Ao contrário e só pra contrabalancear, Groot de raríssima inteligência apenas fala seu nome.

Guardiões da Galáxia é um filme empolgante, porque seus heróis não se preocupam em ser honestos e legais, mas lutam por uma causa justa.

Eu não poderia deixar de comentar da cena engraçadíssima em que Groot aparece dançando, “I Want You Back” (esta música é uma da minhas preferidas e também um dos maiores sucessos do Jackson Five).

Na famosa cena pós-créditos temos novamente, O Colecionador (Benicio del Toro) que teve todas as suas coleções destruídas e após ser lambido pelo cão Cosmo. Fica conversando com Howard, o Pato.

Howard foi criado por Steve Gerber, nos anos 70 e o personagem é muito cultuado no mundo dos gibis, por causa de seu temperamento mal humorado. Vindo de outra dimensão ele fica chocado com os costumes do nosso planeta.

Em suas histórias há bastante referência cultural tipo paródias, críticas, momentos existencialistas e uma enorme influência de metalinguagem.

O personagem teve uma péssima adaptação Howard, o Super-Herói, em 1986. Sendo zoado pela cena de sexo com Lea Thompson.

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Wolverine: Imortal – 2013

O filme é baseado na HQ de Frank Miller e Chris Claremont que foi lançada lá nos anos 80.

Nesta edição que foi a primeira aventura solo do herói, Logan viaja pro Japão, pois precisa recuperar sua honra e também ganhar a mão de Mariko Yashida.

A HQ é importante, porque deu um rumo totalmente novo no status quo do baixinho. Dando maior densidade ao seu aspecto emocional e conflitos pessoais. O grande lance desta história é ter conseguido sair do clichê que era imposto ao herói e torna-lo muito mais complexo.

O gibi tornou-se um clássico nas histórias do Wolverine consolidando a forma essencial de como sua personalidade deve ser.

A história de Wolverine: Imortal se situa na vida do herói após X-Men: O Confronto Final (2006), quando o baixinho teve que matar sua amada Jean Grey (Famke Janssen) e desde então vive atormentado pelo fantasma dela.

Além de ser um filme somente do herói muito superior a X-Men Origens: Wolverine. Podemos notar que o filme demonstra a cruzada pessoal de Logan. E o melhor nisso tudo é que vemos o carcaju se comportando da maneira como lemos nos gibis.

Um homem que trava uma batalha interna contra si mesmo contendo uma fúria animal avassaladora.

Ao mesmo tempo em que Logan sofre pela perda de Jean encontrará um novo amor em Mariko Yashida (Tao Okamoto). Vemos até a pequena e perigosa Yukio (Rila Fukushima) demonstrando ter uma queda por ele.

Só pra constar, Rila Fukushima interpreta Tatsu Yamashiro no excelente seriado do Arqueiro Verde (nos gibis ela é a heroína Katana).

Continuando, na trama Yukio vai buscar Logan que está recluso numa floresta servindo de guarda-costas para leva-lo até ao Japão. As ordens partiram de seu mestre Shingen Yashida (Haruhiko Yamanouchi) que havia sido salvo pelo herói, em 1945 (quando uma bomba atômica foi detonada).

Shingen está “morrendo” e deseja que Logan esteja ao seu lado nos momentos finais.

A intenção de Shingen é livrar Logan de sua maldição o famoso fator de cura com a “intenção” de que possa ter uma vida normal.  Seu poder mutante é suprimido pela magrela da Víbora (Svletana Khodchenkova) que deseja mata-lo.

Ao chegar na Terra do Sol Nascente, Logan se verá no meio de uma intrigante conspiração para matar Mariko que é perseguida por ninjas assassinos e por causa disso ele precisa soltar seu lado selvagem para sobreviver.

A presença do Samurai de Prata numa grandíssima armadura tecnológica ficou muito estranha, mas nada que impeça nossa aventura pelo filme. Outro personagem importante é Shingen Yashida (Hiroyuki Sanada), um samurai hábil no  amenjo de espada. Shingen é pai de Mariko e odeia os mutantes. Ele fará de tudo para que possa se manter no poder.

Wolverine: Imortal é um filme denso psicologicamente, dramático e fantástico com ótimos efeitos especiais (eu adoro a luta por sobre o vagão do trem bala).

Logan está numa terra desconhecida e precisa lutar por sua vida na maior parte do tempo sem seus poderes de cura. Suas ações estão sempre nos limites tanto emocional quanto físico, porque há uma enorme luta interior acontecendo dentro dele.

Na cena pós-créditos, Logan está no aeroporto quando é impedido por Magneto. O baixinho pensou que seria atacado, mas Erik diz que não se trata disso.

Então, Charles chega pedindo sua ajuda se não me falha a memória isso nos conecta a X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, um bom filme, mas que não é o meu preferido da franquia mutante.

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X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – 2014

A adaptação consegue trazer de volta Wolverine como o astro principal da história. Lembrando que nos anos 90 o baixinho canadense tinha participação em praticamente todos os títulos mutantes.

Mesmo gostando do Logan afirmo que está na hora de deixa-lo um pouco de lado e dar destaque pra outro mutante.

Talvez a Tempestade que já foi líder dos X-Men, Kitty Pride que ainda não teve chance de aparecer ou até mesmo a Vampira (exibindo seus traumas psicológicos quanto aos seus poderes).

Bom, todo mundo sabe que este filme se baseou na clássica HQ oitentista homônima e nela foi a mente de Kitty que viajava pro passado.

Na verdade afranquia cinematográfica dos filhos do átomo é uma salada temporal maluca que deixa confuso até o mais fiel dos fãs.

Em X-Men: Primeira Classe vemos os anos 60, X-Men: Wolverine Origens acontece na década de 80, e Futuro Esquecido na década de 70. Há tantas inconsistências históricas e licenças poéticas que nem me atrevo a comentar.

Desta vez no futuro a raça mutante está beira do extermínio graças aos sentinelas que conseguem se adaptar a praticamente todos os poderes que conhecemos.

Logan é enviado pro passado para tentar impedir que este terrível futuro chegue a existir. Bolívar Trask (Peter Dinklage) prova ser tão cruel quanto as máquinas que criou (tentando salvar a raça humana da ameaça mutante).

O filme se preocupa bastante em nos apresentar um drama psicológico entre Charles (James McAvoy), Mística (Jennifer Lawrence) e Erik (Michael Fassbinder).

Xavier não consegue usar seus poderes, porque Raven o deixou pra ficar com Magneto. pra mim foi muito piegas a cena em que Logan ajuda,  Charles para que ele possa se tornar o Professor que todos nós admiramos.

O filme é recheado de cenas de ação entusiasmantes. Gostei de ver a presença de Blink, Bishop e Mancha Solar que ficaram impressionantes, porém as mudanças de tempo de 2023 para 1970 estavam confusas demais.

Dias de Um Futuro é daramático, denso sendo um prato cheio pra nós fãs ficarmos esmiuçando tudo que há de errado nele. É uma boa diversão se você apenas assisti-lo sem tentar ficar analisando muito.

Na cena pós-créditos, somos levados pro Egito Antigo, aonde uma multidão grita: “En Sabah Nur” (enquanto uma pirâmide é construída por telecinese).

Pra quem não sabe este é o nome do vilão Apocalipse, um dos piores inimigos dos X-Men. Apocalipse é um dos mutantes mais antigos do Universo Marvel e além de poder se adaptar a qualquer habilidade possui diversos poderes como: imortalidade, invulnerabilidade, teletransporte, manipulação de energia, telepatia entre outros.

Bom, X-Men: Apocalypse será uma sequencia direta de Futuro Esquecido acontecendo nos anos 80. O pouco que se sabe da trama é que haverá novos e antigos personagens (somente em 2016 veremos como os mutantes irão tentar enfrentar alguém tão imensamente poderoso).

Só pra constar durante a terceira temporada da série animada, X-Men: Evolution tivemos o episódio duplo Horizonte Negro.

Vampira simplesmente começa roubar os poderes de todos os mutantes sendo manipulada por Mesmero. Magneto descobre que ele deseja despertar o antigo mutante Apocalipse e Erik pede ajuda pra Charles.

Vampira consegue acordar, Apocalipse que incorpora todos os dons que a moça havia copiado anteriormente (ficando praticamente invencível). Então tanto a Irmandade quanto os Filhos do Átomo se unem para tentar detê-lo.

X-Men: Evolution é interessante, porque trouxe o aspecto clássico do grupo (adolescentes que estão aprendendo a lidar com seus poderes). Mais estes são episódios marcantes, pois deixaram aquele ar ingênuo que havia na série conectando ainda mais com a versão da equipe nos gibis.

Confira aqui postagem anterior.

Fico por aqui, espero que tenham gostado e até o próximo texto.

Ober un evezhiadenn

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As Melhores Adaptações de HQ – Parte 4

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Nesta lista infelizmente há dois filmes que não caíram totalmente no gosto de alguns críticos, mas eu não estou nem aí pra isso.

Sem mais firula conheça meus comentários sobre estes filmes.

Thor 2: O Mundo Sombrio – 2013

No primeiro filme, Thor (Chris Hemsworth) foi iludido por Loki (Tom Hiddleston) começando uma guerra contra os Gigantes de Gelo, de Jotunheim. Por causa de seu ato arrogante foi banido de Asgard por Odin (Anthony Hopkins) e também perdendo seus incríveis poderes.

Aqui em Midgard teve que aprender uma lição de humildade para ser digno de reaver o que era seu por direito. O primeiro longa teve cenas belíssimas de Asgard  e uma comparação dos Três Guerreiros a Xena, Robin Hood e Jackie Chan (deixando aquela imensa vontade de quero ver mais).

Nos trazendo ao Mundo Sombrio que explora melhor a mitologia do herói mostrando os Nove Mundos e também um dos seus piores arqui-inimigos, Malekith (Christopher Eccleston).

Na excelente série animada dos Vingadores temos o episódio “O Cofre dos Invernos Antigos” aonde a equipe precisa enfrentar Malekith.

Voltando, Malekith deseja vingança pela derrota sofrida no passado por Odin e quer destruir todo universo usando o Éter, um tipo de trevas eternas.  Outro aspecto importante da trama é o relacionamento entre Jane Foster (Natalie Portman) e o Deus do Trovão que torna-se mais conflituoso, principalmente, porque, Odin não aprova essa união.

Como se só isso não fosse suficiente, Jane foi contaminada pelo Éter e o herói também precisa enfrentar, Kurse (Adewale Akinnuoye-Agbaje, outro inimigo retirado dos gibis).

Então, Thor é obrigado a tomar a difícil decisão de aliar a Loki para salvar sua amada e todos os Nove Reinos. Porém ele sempre contará com a ajuda da bela Lady Sif e dos Três Guerreiros pra todas as batalhas que enfrentar.

Thor: O Mundo Sombrio contém cenários maravilhosos de Asgard, cenas de batalha empolgantes e até uma homenagem a Journey Into Mistery # 83 (gibi com a primeira aparição do Trovejante). Já que o herói enfrenta um enorme ser de pedra como nesta referida edição.

Apesar de ser um filme denso, pesado, conflitante ainda sobrou tempo para inserir algumas cenas engraçadas. Numa ótima atuação de Stellan Skarsgård que interpreta o Dr. Erik Selvig. Mais também temos o destaque de Tom Hiddleston (Loki) que como sempre rouba a cena transformando-se naquele vilão que todos nós adoramos odiar.

Na famosa cena pós-créditos temos Sif e Volstagg visitando O Colecionador (o diretor Benicio del Toro) deixando o Éter em seus poder. Ele afirma que o Tessaract já está em Asgard e duas Joias do Infinito estando tão próximas torna-se muito perigoso.

As joias são seis pedras que contém poderes incomensuráveis e Thanos utiliza-as numa manopla para poder controlar o universo. Nos quadrinhos tivemos algumas batalhas incríveis usando todo o panteão da Marvel para deter o deus que venera a morte.

Acho que a Marvel irá ousar e também causar alvoroço nos fãs de gibis trazendo isso para a telona vai ser demais (basta apenas esperar pra assistirmos).

E só pra fechar essa cena também nos conecta ao engraçadíssimo Guardiões da Galáxia que comentarei mais pra frente.

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O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça do Electro – 2014

Uma continuação sempre carrega o peso de precisar ser melhor que o filme anterior. E pra mim O Espetacular Homem-Aranha 2 consegue provar isso muito bem.

O Cabeça de Teia é um dos heróis mais queridos de todos no mundo. Sejam pessoas que não acompanham gibis que são a grande maioria. Pois conhecem apenas os desenhos animados da telinha que de tempos em tempos sempre há uma nova versão.

Ou aqueles como nós fiéis leitores que possuem cada um á sua maneira uma fase preferida do Escalador de Paredes (a minha é esta aqui).

Tacaram pedra no Andrew Garfield quando a culpa não foi somente dele, pois sinceramente, eu vi seus problemas, dramas pessoais e conflitos que nos conectam diretamente com o PP que há nos quadrinhos na telona.

Vemos que Peter sente-se culpado por não conseguir manter a promessa de se afastar de Gwen Stacy (Emma Strone) sofrendo amargamente por essa decisão. Os problemas começam quando, Max Dillon (Jamie Foxx), um cara muito solitário demonstra uma enorme obsessão pelo Teioso (após ser salvo pelo herói).

Lembrando que na série animada de 2003, Cristina demonstrou a mesma afeição doentia pelo herói.

Infelizmente no filme o Amigão da Vizinhança enfrenta três inimigos Electro, Harry Osborn (Dane Haan) que devido a uma alteração genética torna-se o Duende Verde e o Rino (Paul Giammatti), numa armadura igual a versão Ultimate, mas aparece pouquíssimo.

O grande problema desta adaptação é que tentou tornar-se épica. Mexendo com a memória afetiva dos fãs contando a Morte de Gwen Stacy, mas fora isso as cenas de ação estão excelentes.

Fiquei realmente puto e não deu pra aceitar aquela teia parecendo uma mão pra salvar, Gwen quando estava caindo. Sua perda é um aspecto muito marcante pra mim em minha vida como fã do herói. E devido ao fracasso teremos outro ator interpretando PP/Homem-Aranha na telona.

A franquia de Sam Raimi mesmo tendo escorregado no terceiro filme. Ainda continua marcante pra vários de nós, principalmente, pela presença do impagável J. Jonah Jameson e vai ser preciso mostrar algo que continue a nos surpreender pra virar um sucesso.

Só pra fechar mesmo tendo detestado ver, Gwen morrer novamente. Confesso que adorei a cena do garotinho sair do meio da multidão enfrentado o Rino (foi sensacional).

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Scott Pilgrim contra o Mundo – 2010

O filme foi baseado no gibi do artista Bryan Lee O’Malley.  Seu estilo de arte é obviamente influenciado pelo mangá.

Estamos em Toronto, no Canadá e Scott Pilgrim (Michael Cera) mora num apartamento com Wallace, seu amigo homossexual. Scott está se remoendo no fundo do poço e desiludido com sua vida amorosa. Desde que Envy Adams terminou com ele pra fazer sua carreira decolar.

Scott é integrante da banda “Sex Bob-omb” e de repente começou a namorar Knives Chau (Ellen Wong), uma linda colegial, porém seus amigos são contra esse relacionamento.

A situação começa a mudar quando surge em sua vida a misteriosa Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winsted) e Scott acaba se apaixonando perdidamente por ela.

Confesso que fiquei muito entusiasmado com Ramona, pois além de ser cativante. Ela até viaja através de buracos de minhoca como se fosse algo simplesmente normal.  Nos quadrinhos da DC temos a caixa materna pra fazer esta ligação de um ponto a outro do universo.

Voltando, quando estava disputando a batalha de bandas, Scott foi atacado pelo convencido Matthew Patel e descobre que para ficar com Ramona. Terá que enfrentar toda Liga dos Sete Ex-malvados do Mal que são ex-namorados dela que não querem deixar a moça em paz.

Podemos destacar a presença de Chris Evans como o ator Lucas Lee e Brandon Routh como Todd Ingram que possui poderes psíquicos veganos que lembram demais o Azulão.

Eu que não gosto de jogo fiquei fascinado pela estética deste filme, pois Scott Pilgrim Contra o Mundo funciona como uma partida de videogame, pois a vida do herói acontece como se fosse num jogo.

A parte interessante é notar que Scott precisa passar de fase para poder realmente conquistar Ramona, pois a cada luta ele ganha tanto uma vida quanto poderes extras.

Fora isso há cenas de ação maravilhosas nas lutas de Ramona usando Scott contra Roxie Richter. Ou ainda na parte final quando vemos o sinistro e impagável Gideon Graves, pois é ele quem orquestrou tudo.

Sem contar com o rock pesado garantido como som de fundo, as cenas que lembram páginas de quadrinhos, o desenvolvimento da história rápida, frenética, alucinante, contagiante e também engraçada (tudo na medida certa).

Se você ainda não assistiu está perdendo seu tempo, pois Scott Pilgrim é emocionante demonstrando até um final alternativo (que não vou contar pra não perder a graça).

Relembre aqui da terceira parte.

Ober un evezhiadenn

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As Melhores Adaptações de HQs – Parte 3

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Escolher os melhores filmes é uma tarefa ingrata, pois parte para o gosto pessoal de cada um. Na maioria das vezes o sucesso de bilheteria acaba sendo o termômetro para estes casos.

Mais chega de enrolação e vamos ao que interessa.

Capitão América 2: O Soldado Invernal – 2014

Fora o primeiro Vingadores que foi simplesmente inesquecível. O segundo filme do bandeiroso é um dos melhores de todos da Marvel que já vi.

A parte mais interessante no roteiro é ter trazido, Bucky de volta dos mortos. Algo que já havia acontecido nos gibis, na excelente fase do Ed Brubaker.

O primeiro Capitão América conseguiu reavivar o ícone de Steve Rogers como um herói que vive fora de sua época, praticamente, sua marca registrada mais famosa.

Nesta continuação, Steve (Chris Evans) está trabalhando pra Shield desde a invasão alienígena em Nova York. Quando Nick Fury é gravemente ferido pelo Soldado Invernal (Sebastian Stan) e aparentemente é dado como morto.

Havia um dispositivo com Nick muito importante para Alexandre Pierce (Robert Redford). A Hidra está disseminando o caos desde a Segunda Guerra Mundial e Pierce na verdade é um agente desta organização infiltrado na Shield.

Steve é caçado como inimigo público por causa deste pen drive. A Shield pretende adotar medidas punitivas para atos terroristas, mas adota alguns procedimentos que violam a liberdade e a segurança dos direitos civis.

E só pra piorar Steve é acusado de conspiração política sendo caçado como inimigo público por causa das informações contidas neste pen drive.

É aí que entram seus aliados a belíssima Viúva Negra (Scarlett Johansson) que além de sua parceira acaba se tornando uma amiga. E o Falcão (Anthony Mackie), um ex-militar paraquedista que teve quase os mesmos problemas pessoais que o Capitão.

Como curiosidade nos quadrinhos, Sam Wilson é o primeiro herói afro-americano da Casa de Ideias. Ele foi parceiro do Bandeiroso durante os anos 70 ou 80 se não me engano e atualmente é o novo Capitão América.

Na recente reformulação da editora conhecida como Marvel Now! Steve Rogers não possui mais em seu corpo o soro do supersoldado. Virando um senhor de idade e tendo que passar seu manto para o amigo, Sam Wilson.

Voltando, ainda temos Sharon Carter (Emily VanCamp) que ajuda nosso herói no momento certo. A Agente 13 é uma importante namorada do herói nos gibis e vira também um interesse amoroso no filme.

É chover no molhado comentar que Capitão América 2 é fantástico, mostrando cenas de combate de tirar o folego e algumas tiradas engraçadas pra aliviar o clima tenso da trama.

Só pra constar minhas cenas preferidas são quando o Capitão luta contra Batroc (George St-Pierre) no navio. Outra luta sensacional contra agentes no elevador. E quando o herói está fugindo da Shiled numa moto destrói uma aeronave usando apenas sua agilidade e o escudo.

Na famosa cena pós-créditos temos o Barão Strucker que comenta sobre a destruição da Shield. E vemos numa cela os gêmeos Pietro e Wanda usando seus poderes. Se você não lembra quem são está na hora de saber.

Pietro e Wanda Maximoff são filhos de Erik Lehnsherr, famoso Magneto, mestre do magnetismo. Nos gibis eles pertenceram inicialmente a Irmandade de Mutantes, mas depois de algum tempo se redimiram e entraram pros Vingadores.

Cena que nos conecta ao excelente Os Vingadores 2: A Era de Ultron.

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Homem de Ferro – 2008

Nos gibis o herói nunca foi top de linha da Casa de Ideias, pois geralmente estava sempre jogado no segundo escalão.

Porém sua ousada adaptação foi a responsável por iniciar e também desenvolver todo o UCM. Graças ao seu sucesso tivemos as adaptações do Bandeiroso, Loirinho e Vingadores.

A transformação do playboy Tony Stark, um milionário industrial do setor de armas. Num herói que decide redimir seu passado sombrio se deve a marcante e também engraçadíssima atuação de Robert Downey Jr. que conseguiu nos divertir de maneira convincente.

Além de nos demonstrar a personalidade de TS e sua trajetória para se transformar no vingador blindado, ter a presença de Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e ótimos efeitos especiais.

Podemos notar que adaptou a versão que havia no Universo Ultimate pra telona. O negócio deu tão certo que a Marvel repetiu a dose com todos os personagens que vieram depois.

O primeiro Homem de Ferro se tornou um novo marco na forma de mostrar os super-heróis da editora no cinema. E pavimentou o caminho para ser a galinha dos ovos de ouro de Hollywood.

Durante a exibição da primeira cena pós-créditos que virou tradição nos filmes da editora. Vemos conversando TS e o coronel Nick Fury (Samuel L. Jackson) que comenta sobre a Iniciativa Vingadores.

Servindo para mostrar que o filme dos Super-Heróis Mais Poderosos da Terra viria realmente acontecer. Isso serviu apenas pra deixar os fãs na expectativa, atônitos e em polvorosa, até 2012.

As continuações foram decepções embaraçosas. No segundo filme após ter sua identidade revelada há uma imposição do governo para que TS entregue sua tecnologia (e pra piorar sua saúde não vai nada bem).

Como antagonistas temos personagens retirados dos gibis como Chicote Negro (bem interpretado por Mickey Rourke), o chato do Justin Hammer (Sam Rockell) e a ótima inclusão do nosso querido e engraçado agente Phil Coulson (Clark Gregg).

Homem de Ferro 2 (2010), mostra algumas boas cenas de ação, a estranha mudança de James Rhodes que era Terence Howard pra Don Cheadle e a ótima inclusão de Scarlett Johansson, interpretando a espiã Viúva Negra. Ela virou a nova musa queridinha de todos nós nerds ao redor do mundo por causa de seu inegável sex appeal.

Na cena pós-créditos o agente Coulson está no deserto do Novo México informando aos seus superiores que encontrou um martelo numa cratera. Trata-se de Mjolnir algo que nos ligaria ao filme do Deus do Trovão, em 2011.

Só pra fechar o terceiro é o filme que eu mais detesto (comentei aqui).

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Sin City – A Cidade do Pecado – 2005

Adaptação do gibi homônimo criado e escrito por Frank Miller que foi lançado, em 1991 pela Dark Horse. A edição é aclamada pelo público e crítica obviamente por ser um trabalho autoral do consagrado Miller. Mais principalmente pela ausência de super-heróis em sua trama.

O filme tornou-se também um divisor de águas na forma de transportar personagens pra telona. Inovando ao mostrar cenários impactantes totalmente feitos em CGI retirados de forma meticulosa da referida HQ.

Na tela, Marv (Mickey Rourke) é um lutador de rua acostumado a levar a vida ao seu próprio modo. Estamos em Sin City, uma cidade cruel e sedutora repleta de mulheres instigantes, policiais nada confiáveis, ladrões inescrupulosos e diversos vigilantes desesperados.

Marv levou pra casa a prostituta Goldie (Jaime King), uma mulher que o fez sentir-se importante e único (infelizmente ela foi morta na sua cama). O ódio pelo acontecido faz que siga numa feroz perseguição por vingança.

John Hartigan (Bruce Willis) é outro que precisa acertar contas com seu passado (acusado de um crime que não cometeu). Protege Nancy Callahan (Jessica Alba), uma sexy dançarina que foi salva por Hartigan das mãos do Bastardo Amarelo (quando tinha 11 anos). O senador caça, Hartigan pelo que fez ao seu filho.

Sin City é um longa marcante pelo grande clima de filme noir, mas também pela extrema fidelidade da obra que foi adaptada. Tanto as cenas, praticamente, sem cores ou seja em preto e branco. Ou simplesmente pela exuberância das femme-fatales com lábios bem vermelhos (e também repleto de personagens inesquecíveis).

A história é caótica, instigante, violenta e envolvente na medida certa.

Então a espera por uma continuação ficou óbvia, mas tivemos que esperar quase 10 anos pra isso acontecer. Sin City 2 – A Dama Fatal não apresentou nada de novo e talvez isso seja a principal causa de seu inegável fracasso.

Chamou bastante atenção o pôster de Eva Green que mostra não somente a silhueta de seus seios, mas também sua esplendorosa nudez. Os americanos conservadores vetaram o pôster, mas a polêmica imagem rodou o mundo pela web.

Além da mudança que fizeram com Dwight McCarthy ao retirarem Clive Owen para Josh Brolin. A Dama Fatal é um filme que não decepciona ao nos inserir novamente no clima que havia no anterior de 2005, mas perderam bastante tempo pra leva-lo a telona.

Ava Lord (Eva Green) é a Dama Fatal do título que está extremamente sexy em sua atuação. Além de eu ter ficado fascinado em outros momentos tive ódio por ela ser tão manipuladora. É claro que as cenas de nudez ficaram ótimas, mas aquela da piscina como se não houvesse realmente água estava estranha.

A stripper sensual Nancy Callahan (Jessica Alba) ficou corroída pela vingança demonstrando tendências muito destrutivas em momentos chocantes. Temos até Lady Gaga fazendo participação especial.

O grande destaque pra mim foi Dennis Haybert (Manute), nosso eterno presidente David Palmer, de 24 Horas. Seu personagem parecia uma máquina incansável de destruição.

Outro personagem interessante é Johnny (Joseph Gordon Levitt), um jogador que abusa da sorte para ganhar dinheiro. Só que em sua ânsia pela grana se depara com o terrível e corrupto Senador Roark (Powers Boothe).

E pra ser sincero fiquei totalmente encantado com Jamie Chun (Miho), pois suas cenas de luta. Fizeram me lembrar da Psylocke, dos X-Men.

Sin City 2 consegue nos conectar a Cidade do Pecado, principalmente pela violência exagerada e ótimas cenas de ação.

Fim da terceira parte e relembre aqui a postagem anterior.

Ober un evezhiadenn

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As Melhores Adaptações de HQs – Parte 2

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Não vou ficar enrolando muito, então confira sobre o que eu penso destes filmes.

Dick Tracy – 1990

É um importante herói na cultura pop americana que atualmente foi deixado no limbo. Suas aventuras detetivescas começaram nas tiras de jornal lá na década de 30 e o aspecto que mais chamou minha atenção nele era aquele relógio de pulso que tinha rádio e também um visor, no qual serviu de precursor do telefone celular (é a vida que imita a arte).

As histórias do herói eram um deleite a parte com a narrativa abusando do clima de filme noir e principalmente os vilões que possuíam um visual bastante bizarro.

O filme veio na esteira do sucesso do Batman, de Tim Burton, mas Dick Tracy é marcante por ter sido uma adaptação feita da maneira mais fiel possível de uma HQ.

Warren Beauty interpretou o herói e também dirigiu o longa, porém sua trama é bastante simples. Demonstrando que o chefão Big Boy Caprice (Al Pacino) contratou novos capangas para acabar de vez com a raça de Dick Tracy (coisas que naturalmente aconteciam nas antigas tiras de jornais).

O gângster esta decidido a estragar a reputação do herói arranjando uma guerra pelo domínio da cidade. Em meio a essa loucura Tracy encontra, um garotinho muito esperto que fica na sua cola e precisa tomar conta de sua namorada Tess Trueheart (Glenne Headly).

Pra piorar sua situação ainda temos a estonteante Breathless Mahoney (Madonna), uma cantora que trabalha na boate do chefão do crime e deseja seduzi-lo a qualquer custo.

O grande trunfo de Dick Tracy foi a maquiagem feita nos vilões, seus cenários que eram belíssimos feitos em telas enormes numa composição de várias cores que lembrava um gibi. E a trilha sonora composta por Danny Elfman (que também fez a trilha do Batman).

É um filme marcante que teve um elenco estelar composto pro Madonna, Warren Beauty, Al Pacino, Dustin Hoffman, Dick Van Dyke entre outros. A cantora Madonna até lançou um disco com a trilha sonora do filme, I’m Breathless com músicas que lembravam as compostas na década de 30.

X-Men 2

X-Men 2 – 2003

O sucesso da Marvel em adaptar seus heróis começou com a já quase esquecida franquia de Blade, o vampiro que anda de dia. Logo depois veio o primeiro X-Men enfocando a vida de Wolverine e Vampira e temos como antagonista o terrível Magneto.

Lembro que houve até uma brincadeira quanto ao uniforme do Logan, porque os fãs queriam que fosse exatamente igual ao dos gibis (fato que comprovaram que não ficava legal).

Além da antiga rixa de opiniões divergentes entre Charles e Erik ainda tivemos um enfoque do gibi clássico Dias de Um Futuro Esquecido, pois o Senador Robert Kelly deseja criar a famosa Lei de Registro de Mutantes. Conclusão o filme foi um sucesso e serviu como porta de entrada pra que os heróis dos quadrinhos ganhassem novamente as telonas (dando espaço pro lançamento do Cabeça de Teia, de Sam Raimi).

O segundo veio com uma premissa melhor, pois Noturno ataca o presidente dos Estados Unidos dentro da Casa Branca (numa ação eletrizante e inesquecível).

Então William Striker se aproveita da situação e convence o presidente a assinar uma ordem de captura pra todos os mutantes.

Ele logo invade a Mansão Xavier capturando alguns dos X-Men cena na qual vemos Wolverine soltar toda sua fúria nos soldados. Aliás Hugh Jackman tornou-se sinônimo da encarnação viva do herói (assim como Robert Downey Jr. ficou pra Tony Stark).

A intenção de Striker é controlar o Cérebro e captura Charles com a intenção de matar todos os mutantes americanos. Fora isso ainda mostra o esconderijo de Striker que é o local aonde Logan ganhou seu revestimento de adamantium (adaptando a clássica HQ Arma X) e também temos uma luta visceral entre Wolvie e Lady Letal (a bela Kelly Hu).

X-Men 2 é um daqueles filmes que prendem sua atenção até o último minuto, pois há várias cenas de ação pra deixar qualquer um satisfeito misturado com diálogos inteligentes, situações marcantes e que realmente vale a pena assistir.

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Homem-Aranha 2 – 2004

O primeiro filme do Cabeça de Teia demonstrou todo aquele conceito do herói original dos anos 60 que havia nos gibis e acrescentou também a versão do Miguel O’Hara o Escalador de Paredes, de 2099. Exibindo garras retrateis nas mãos e aquela estranha teia orgânica (todo mundo chiou e eu também, é claro!).

Fora isso ficou totalmente perfeito mostrando o lema inesquecível, a perda trágica do tio Ben, a decisão de combater o crime e o principal arqui-inimigo clássico interpretado de forma magistral e assustadora em sua dualidade por Willem Dafoe.

No segundo o assunto fica mais frenético, pois além de ter que enfrentar o Doutor Octopus (Alfred Molina), ele ainda precisa dar um jeito em sua vida bagunçada. Diga-se sem dinheiro, indo mal nos estudos e problemas com Mary Jane (a bela Kirsten Dunst).

Como se não pudesse ficar pior seus poderes falham por causa do estresse num tipo de bloqueio psicológico (mostrando o uniforme na lata de lixo, uma cena clássica dos gibis). E também usando aquela característica de nos conectar com seus dramas foi bom demais vermos os problemas da vida pessoal de PP sendo adaptados na telona.

Recheado de cenas de ação como a luta do herói contra o Octopus no vagão de metrô ou as cenas engraçadas do J.J. Jameson (interpretado de forma impagável por J.K. Simmons). Nós somos envolvidos numa mistura empolgante com ritmo acelerado que não deixa a peteca cair.

Infelizmente só o terceiro filme jogou tudo por água abaixo. Tenho que constatar que não é a toa que vemos na web viúvas de Sam Raimi, pois sua versão estava realmente calcada no Amigão da Vizinhança que adoramos ler.

E agora temos Andrew Garfield pra quem alguns torcem o nariz (e que infelizmente sua franquia não foi bem). Não se enganem, porque Hollywood é assim mesmo velhas fórmulas pra novas gerações (e muito din-din no bolso, pode crer!).

Espero que tenham gostado, fim da segunda parte e relembre aqui o primeiro texto.

Ober un evezhiadenn

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As Melhores Adaptações de HQs – Parte 1

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Bom, há algum tempo atrás comentei sobre as Piores Adaptações de HQs que tive o desprazer de assistir. Então já estava mais que na hora de lembrar das melhores que foram marcantes pra mim.

Gosto pessoal é algo que não se discute, mas acho que há quase um consenso geral quando estamos neste quesito. Lembrando que não vou comentar sobre o Homem-Morcego de Tim Burton, a Trilogia de Chris Nolan, Os Vingadores e também Superman: O Homem de Aço, porque já fiz algumas postagens sobre esses filmes.

Agora chega de enrolar e vamos ao que interessa.

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Superman 2 – 1980

Lembro que quando eu era mais novo existia a censura na TV aonde aparecia a idade correta pro que iria ser veiculado. E eu pedia pro Seu Luiz Carlos, meu pai pra me deixar assistir filme junto com ele. Invariavelmente era terror com vampiro ou lobisomem ou faroeste ( chamado popularmente filme de bangue-bangue).

Aprendi a gostar de filme com meu pai. Até que numa bela noite de Super Cine, a Rede Globo, veiculou Superman: O Filme, com Christopher Reeve.

Aquilo foi o início de tudo pra mim servindo pra despertar minha atenção pro mundo dos gibis. É inegável o carisma de Reeve ao interpretar o Azulão demonstrando uma sinceridade tão simples e natural que ficou guardado pra sempre em meu coração como um dos meus filmes preferidos de todos que já vi.

Principalmente por causa da inesquecível música tema de John Williams que surge logo no início do filme. Vira e mexe ponho no rádio pra escutar no volume máximo (acho que a maioria dos fãs devem entender sobre o que estou falando).

Podemos notar que o roteiro se preocupa em sermos ambientados nos últimos momentos de vida da raça kriptoniana.

Depois temos a partida do foguete, a explosão devastadora e a chegada do bebê em nosso planeta são cenas marcantes. Lembro que há também elementos clássicos como a Fortaleza da Solidão e até a Zona Fantasma (aonde Zod e seus asseclas estão presos).

A personalidade de Clark Kent atrapalhado e deslocado é insuperável. Algo que somente podemos comparar com seu antagonista. Lex Luthor (Gene Hackman) “a maior mente criminosa de nosso tempo”.

O pior pecado desta versão é a cena que segue após a morte de Lois Lane (Margott Kidder), na qual o Super faz a Terra girar ao contrário pro tempo voltar pra trás e salvar o grande amor de sua vida.

Imagina as catástrofes que nosso planeta sofreria se algo assim fosse verdade? Bom, esquecendo esta mentira absurda podemos assisti-lo sem problema nenhum.

Superman 2: A Aventura Continua foi feito ao mesmo tempo que seu antecessor e desta vez o trio de criminosos é libertado da Zona Fantasma (através de uma explosão nuclear no espaço).

Zod (Terence Stamp) que havia jurado vingança contra Jor-El (Marlon Brando) parte pra Terra e aqui quer concluir seu intento matando Kal-El e dominando nosso planeta.

Nesse meio tempo Clark havia desistido de seus poderes para tornar-se um ser humano comum e desfrutar de uma vida convencional ao lado de sua amada Lois.

Quando amargamente após ser surrado num bar descobre que Zod dominou a Casa Branca parte numa jornada para recuperar seus dons especiais.

O filme mostra que o Super nunca poderá ter uma vida normal como ele realmente deseja (uma situação demonstrada inúmeras vezes nos gibis).

O ápice de Superman 2 são as lutas do Azulão contra seus inimigos em Metrópolis aonde temos socos, chutes e muita destruição. E depois na Fortaleza da Solidão, aonde o herói lança seu emblema e faz cópias de si mesmo (é nesta parte que escutamos o Homem de Aço dizer: “Luthor sua cobra venenosa!”).

Na máquina que retira os poderes de um kriptoniano só que o efeito foi invertido, porque enquanto Kal estava protegido seus inimigos estavam perdendo seus dons.

Quando tudo estava mais tranquilo o Azulão apaga a mente de Lois com um beijo mais um poder que nunca existiu nos gibis. E mesmo com todos os defeitos, furos e erros intragáveis ainda é uma das melhores adaptações tornando-se inesquecível pra todos que viram e gostam do Superman clássico.

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A Lenda do Zorro – 2005

Já li vários comentários sobre adaptações pra telona, mas a maioria se esqueceu deste herói que usa apenas capa e espada pra combater os malfeitores.

O Zorro serviu como inspiração pro surgimento do Batman (roupa preta, máscara, capa e caverna).

Lembrando que em A Máscara do Zorro, a esposa de Don Diego (Anthony Hopkins) é assassinada e sua filha foi levada por seu pior inimigo. Então, ele passa vinte anos na prisão sem vê-la. Assim que consegue fugir faz do ladrão Alejandro Murrieta (Antonio Banderas) seu pupilo para que Zorro não morra e obtenha sua vingança.

Foi justamente essa parte que ficou ótima, pois não importa quem esteja atrás da máscara. O importante é que a lenda permaneça. Se não me engano Chris Nolan fez o mesmo no terceiro filme do Morcegão (“nada se cria tudo se copia”).

Não posso deixar de comentar que a beleza de Catherine Zeta-Jones é fascinante e a cena de duelo de espadas entre ela e Bandeiras num estilo igual ao tango fico sensual (e inesquecível).

Bom, o primeiro foi um sucesso absoluto, mas esperaram tempo demais pra fazer uma continuação. Desta vez passaram-se dez anos e o casal briga bastante, pois Murrieta havia prometido pendurar a capa quando seu filho nasceu (só que isso não aconteceu).

Aliás o pequeno e divertido Joaquin (Adrian Alonso) funciona como uma versão mirim do pai, agindo como seu herói Zorro, causando bastante confusão e infernizando a vida do padre que é seu professor.

Como pano de fundo está o estado da Califórnia que votará pra fazer parte dos EUA. O pistoleiro Jacob McGivens sofre nas mãos do herói que demonstra muita agilidade com a espada, pular dos telhados (entre outros feitos notáveis).

A sequência é marcada por diversas cenas de ação, com direito a explosões e muitos tiros, mas a separação de Alejandro e Helena ficou muito marcante. É interessante notar que os atores tiveram uma combinação perfeita.

E ainda pra completar temos um vilão chato pra caramba o Conde Armand (Rufus Sewell). A Lenda do Zorro é uma diversão prazerosa que vale a pena assistir.

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O Sombra – 1994

O herói não é muito conhecido do grande público, mas surgiu num programa de rádio na década de 30. Algo muito comum nesta época, pois tivemos vários heróis que tinham este formato (Super-Homem, The Lone Ranger, Besouro Verde entre outros).

O Sombra foi criado por Walter Brown Gibson, que usava o pseudônimo Maxwell Grant.

Só pra constar, no seriado radiofônico, a noiva do Sombra, Margo Lane, era dublada por Agnes Moorehead, atriz que interpretou Endora, no seriado A Feiticeira.

Lamont Cranston era um milionário que a noite combatia o crime como O Sombra, um cruel e implacável inimigo dos malfeitores. O herói sempre usa chapéu, casaco e capa tudo da cor preta sua boca fica coberta por um lenço vermelho e usa um rubi na mão (conhecido como Girassol).

O herói usa duas pistolas calibre 45, possui ótima mira e usa um aparelho voador criado especialmente pra ele. Além disso tem o incrível poder de controlar a mente das pessoas através de hipnose e pode desaparecer na frente de seus inimigos (Margo Lane é seu par romântico).

O Sombra também serviu de inspiração pro surgimento do Homem-Morcego.

No filme é seguida toda a premissa que há nos gibis do herói, pois Lamont Cranston (Alec Baldwin), um milionário que a noite se transforma no misterioso O Sombra (e seu poder mental é mantido). Ele se apaixona por Margo Lane (Ann Miller) e precisa manter sua identidade secreta para que ela não descubra.

A aventura acontece na cidade de Nova York na década de 30 e o herói precisa impedir que o vilão Shiwan Khan, que possui os mesmos tipos de poderes que ele destrua a cidade com uma bomba atômica.

O filme seguiu a mesma linha de efeitos especiais que foram criados pro filme do Batman. É uma história trivial na qual temos herói que precisa salvar o mundo, a mocinha com o pai sequestrado e o vilão que deseja destruir tudo.

Situação típica das historias que aconteciam nos seriados pra cinema e mesmo com os efeitos especiais bem datados é uma aventura empolgante. Lembro que a sombra do herói se movia ajudando em alguns momentos e o visual do Sombra está impecável (vale a pena assistir só pra relembrar ou conhecer).

Fim da Primeira Parte.

Ober un evezhiadenn

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A Dinastia do Robin

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Robin I – Dick Grayson

O primeiro herói a usar o uniforme de Robin foi Dick Grayson. Ele surgiu há pouco menos de um ano do Morcegão.  A presença do Menino-Prodígio nas histórias do Cruzado Embuçado alavancaram ainda mais suas vendas e iniciou uma onde de vários sideckiks (ou ajudante mirim) nos gibis.

Seu sucesso diante da garotada fez surgir diversos personagens similares nas outras editoras. A figura do sideckik possibilitava aos jovens “participarem” ainda mais das aventuras de seus heróis.

Enquanto na DC tínhamos Robin, Aqualad, Kid Flash, Ricardito e Moça-Maravilha que formaram a Turma Titã e que posteriormente transformou-se nos Novos Titãs.

Sem esquecer que o Capitão Marvel que cedeu parte de seus poderes para Freedy Freeman se transformar no Capitão Marvel Jr.

Já na Marvel o Capitão América tinha o Bucky enquanto o Tocha Humana (original) andava com o Centelha. Haviam diversos personagens que atualmente ficaram no  limbo e que são lembrados apenas para demonstrar o período em que estavam no auge.

Os ajudantes “talvez” estivessem todos agindo em suas histórias até os dias de hoje.

Só que em meados dos anos 50 o famigerado Fredrick Wertham com seu livro “A Sedução dos Inocentes” (Seduction of the Innocent) promoveu uma caça as bruxas nos quadrinhos. Os quadrinhos foram acusados de promover a delinquência juvenil e pior até supor que Bruce fosse pedófilo ao morar sozinho com Dick.

É um absurdo inexplicável, mas esses fatos repercutem até os dias atuais, pois vemos sempre alguma insinuação sobre um “possível” relacionamento entre eles.

Tais acusações entre várias outras quase terminaram com a venda dos gibis e deram no The Comics Code (um tipo de censura pra todas as histórias que fossem publicadas).

Foi um golpe baixo, rápido e certeiro na indústria dos gibis da época. Sendo que edições foram canceladas e alguns títulos tiveram que ser reformulados para não saírem totalmente do mercado (quase acabaram com a indústria definitivamente).

Porém esse período está no passado e podemos ler nossos queridos gibis sem problema algum.

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Robin II – Jason Todd

Surgiu pela primeira vez na edição Batman #357, em 1983. No início o chato do Jason também era um acrobata que teve sua família assassinada pelo Crocodilo e depois foi adotado por Bruce. Seu cabelo era loiro sendo que Dick lhe presenteou com o uniforme de passarinho (então ele resolveu pintar seu cabelo de preto pra ficar igual ao herói anterior).

Depois da Crise nas Infinitas Terras surgiu aquela versão na qual o moleque era órfão e estava tentando roubar as rodas do Batmóvel. Jay sempre demonstrou ter uma personalidade instável e Batman já havia notado isso nele, pois acolheu-o somente para lhe mostrar outro caminho.

Na clássica “Uma morte em família”, Jason descobre sobre sua verdadeira mãe indo atrás dela. Infelizmente ela estava trabalhando pro Coringa acarretando o fato que o Palhaço do Crime assassinou friamente o moleque.

Sua morte foi decretada devido a votação por telefone de vários leitores e sinceramente já tinha ido tarde, pois ele era intragável. O aspecto mais marcante dessa época foi a dor que Bruce demonstrou após a morte de Jay, pois quase virou um maníaco suicida.

Só que depois de alguns anos trouxeram, Jason do limbo durante a ótima saga Silêncio e depois em “Sob o Capuz”, Jay se tornou o segundo Capuz Vermelho, mas se fosse por mim ele continuaria no morto.

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Robin III – Tim Drake

Vimos sua primeira aparição na edição Batman #436, em 1989. Além de demonstrar ser um bom detetive, pois descobriu sozinho a identidade secreta do Morcegão.  Tim é um dos melhores hackers que eu já vi e se eu não me engano este tipo de habilidade foi introduzido na personalidade do Dick na série animada, Justiça Jovem.

Outra curiosidade é que a calça do uniforme dele também foi usada por Dick no desenho do Batman dos anos 90.

A parte interessante é que Tim foi treinado pela vilã Lady Shiva que ajudou, Bruce quando ele quis retornar a ação. Quando se recuperou milagrosamente após A Queda do Morcego.

A saga Crise de Identidade foi marcante pra mim por uma série de fatores e uma delas foi a morte dramática do pai de Tim (eu não consigo esquecer aquela cena na cozinha). Depois disso, Bruce adotou o garoto, ele entrou pros Novos Titãs e atualmente, Drake usa o codinome de Robin Vermelho.

Eu prefiro sua atuação inteligente e seu jeito companheiro de ser ao lado de Bruce como Robin do que Jason Todd.

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Robin – Carrie Kelley

Carrie Kelley surgiu na famosíssima HQ Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns) como uma estudante de treze anos.

A menina juntou uma grana para criar um uniforme de pássaro vermelho e começou a ajudar o herói (sempre achei estranho aquele óculos verdes enorme que ela usava).

Ela começou salvando o Morcegão idoso que levava uma surra do Líder Mutante (durante o primeiro confronto) .

Kelley foi a primeira parceira feminina juvenil do Cruzado Embuçado e no ótimo DVD retiraram a cena em que ela abraça, Bruce só pra não pegar mal.

Na infame continuação Batman: O Cavaleiro das Trevas 2 (The Dark Knight Strikes Again). Carrie está com 16 anos tornou-se uma hábil ginasta, sabe manejar diversos tipos de armas e ainda assumiu o codinome de Moça Gato (só que depois nunca mais apareceu na continuidade).

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Robin IV – Stephanie Brown

Foi criada pelo escritor Chuck Dixon, Steph é a segunda moça a erguer o manto de Robin. Stephanie é filha do vilão Mestre das Pistas, um inimigo do Morcegão (e também atuou como a vigilante Salteadora).

Quando, Tim foi impedido por seu pai de agir como Robin, Stephanie pediu ao Batman para ficar no seu lugar e ele aceitou.

Um detalhe importante é que Robin namorava Stephanie quando ela era a Salteadora, mas ela não sabia da identidade secreta dele.

Steph havia “morrido” depois de ser torturada pelo vilão Máscara Negra que desejava saber informações sobre o Homem Morcego. Foi uma história chocante, porém depois soubemos que o corpo dela havia sido trocado (Bruce decidiu protege-la para que não fosse perseguida).

Steph herdou o manto de Batgirl de Cassandra Cain, pois ela teve que se retirar por problemas pessoais. Pra mim, Steph era muito desobediente com o Batman, mas sua passagem como Robin ficou fraca.

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Robin V – Damian Wayne

O moleque teve sua primeira suposta aparição no gibi Batman: O Filho do Demônio (1987). Nesta aventura, Talia Al Ghul engravida de Bruce, mas finge ter perdido o bebê fato que deixa nosso herói no fundo do poço.

Anos depois foi reinserido no universo do herói por Grant Morrison na história Batman e Filho, em 2006. Damian Wayne cresceu sendo treinado por seu avô Ra’s Al Ghul para se tornar líder da Liga dos Assassinos.

Damian desde pequeno havia sido exaustivamente treinado para se tornar um guerreiro perfeito, mas também cruel e impiedoso. Bruce levou seu filho pra casa e decidiu treiná-lo para que não se torne um homem totalmente frio.

Quando Batman foi dado como morto, Dick assumiu o manto do Homem-Morcego e Damian atuou ao seu lado como Robin.

Damian é um moleque arrogante, intrépido, atrevido, valentão e violento pra caramba, mas eu gosto dele.

Infelizmente, Damian enfrentou um clone seu envelhecido artificialmente para ficar adulto e morreu, no entanto vamos ver por quanto tempo ele ficará no limbo.

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Robin do Futuro, O Dróide-Prodígio

Essa é uma versão robótica do personagem que surgiu na saga DC Um Milhão.

Ele é o ajudante robô do Batman do século 853, herói que governa e protege o planeta-prisão Plutão.

O Robin do Futuro foi programado usando a personalidade do Batman refletindo sua inocência quando era criança. Sua criação é para lembra-lo de não ir muito longe em sua causa pela justiça.

A parte interessante é que este robô também fala piadinhas durante as lutas lembrando, Dick Grayson e até mesmo o Homem-Aranha.

Só pra constar temos a história “Batman Morre ao Amanhecer!” que foi publicada em Batman: Os Bravos e Destemidos # 7. Esta aventura tem roteiro de Sholly Fisch e arte de Rick Burchett.

O misterioso Vingador Fantasma convoca todos os 6 Robins pra missão de salvar a vida  de Bruce. Eles precisam deixar suas diferenças de lado, entrar no covil de Ra’s Al Ghul e colocar o Morcegão no Poço de Lázaro pra restaurar sua vida.

A parte interessante é que havia um plano B preparado pela Madame Xanadu que era uma equipe formada somente por Batgirls de diferentes linhas temporais.

Entre as quais estavam Bárbara Gordon, Betty Kane, Stephane Brown e Cassandra Cain. Batman Morre ao Amanhecer é uma história curta, mas não deixa de ser bem pensada e inteligente.

Lembro que há uma aventura clássica intitulada “Robin Morrerá ao Amanhecer” com arte de Sheldon Moldoff e roteiro de Bill Finger lá nos anos 60.

A história é recheada de pura ficção científica mostrando a Dupla Dinâmica sendo transportada para um distante planeta alienígena. Pra se ter uma noção, Batman é quase devorado por plantas carnívoras e depois precisa correr de um enorme ídolo de pedra (ele estava sem seu cinto de utilidades).

O ídolo de pedra joga um enorme pedregulho que acerta Robin matando o Menino-Prodígio, mas tudo não passava de uma alucinação causada por uma máquina experimental da Nasa.

Quando Batman acorda fica tendo alucinações no mundo real e a parte mais estranha é que há uma gangue Gorila aterrorizando Gotham (e ainda temos a presença do batcão Ace).

A aventura é bastante fraquinha, mas serve apenas pra ilustrar que esse negócio de morte do Robin não é algo que começou lá nos anos 80.

E pra realmente fechar, Bruce Wayne também se vestiu de Robin duas vezes. A primeira foi na década de 50 quando usou o traje para aprender noções do trabalho de detetive com o famoso Harvey Harris. Esta versão foi apagada da continuidade no Cavaleiro das Trevas, pois deste momento em diante Bruce age como Batman somente adulto.

A segunda versão foi no gibi Superman & Batman: Gerações. Isso aconteceu quando, Bruce estava usando seus conhecimentos de detetive e encontrou com o Superboy (Clark Kent) numa aventura em Gotham City.

Clark e Lois Lane estavam na cidade participando de um concurso de textos jornalísticos e pra variar, Lois foi sequestrada por Lex Luthor. Ambos os heróis vestiram seus uniformes e partiram pra salva-la. A parte interessante é que foi a jovem, Lois quem batizou o moleque de pássaro vermelho.

Superman & Batman: Gerações é uma história incrível que demonstra toda a evolução do Homem de Aço e do Cruzado Embuçado mostrando detalhes minuciosos desde suas origens até um futuro muito, muito distante.

É uma leitura repleta de aventura e também indispensável pra qualquer fã de quadrinhos.

Até o próximo texto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ober un evezhiadenn

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Os Piores Filmes de HQ – Parte Final

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Bom, continuando a infame tarefa de lembrar daquilo que ninguém deveria assistir. Este humilde comentarista apresenta mais alguns filmes que se puder fugir corra igual vampiro fugia da cruz como era antigamente, pois nestes tempos de vampiro que brilha no sol (tudo mudou pra pior, blargh!).

Também merece ter uma menção honrosa um filme que prometia pra caramba fizeram um marketing tremendo, porém foi uma decepção total.

Homem de Ferro 3 tinha efeitos especiais ótimos, com cenas de ação atordoantes e principalmente o roteiro foi bem escolhido. Só que seu maior erro foi querer priorizar a imagem de Robert Downey Jr. ao invés do Vingador Dourado (transformando o filme numa verdadeira porcaria).

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Hellblazer – 2005

John Constantine é um grande conhecedor de ocultismo e também demonologia. Ele surgiu como personagem coadjuvante do Monstro do Pântano, mas aquele seu jeito arrogante e enigmático (logo tornou se bastante popular).

O mago manipulador teve suas feições baseadas no cantor Sting do grupo The Police, uma banda muito famosa nos anos 80 (e que eu gosto pra caramba).

Na verdade Constantine não vale nada, pois sempre irá sacanear alguém pra conseguir o que almeja. É de suma importância não ser amigo deste cara, pois você morrerá de uma forma assustadora (por isso ele é uma figura solitária).  Apesar de sofrer com suas decisões o mago é um grande fdp sem tirar nem por.

No filme foi interpretado por Keanu Reeves que não tem nada a ver com o cara negligente dos gibis. Já que deram uma suavizada em sua personalidade e mudaram até a cor de seu cabelo que é loiro (enquanto o ator é moreno, não deu pra entender!).

Discrepâncias a parte houveram outros erros como trocar a sombria Londres aonde a maioria das histórias dele acontecem por Los Angeles. Foi algo do tipo mais nada a ver que já vi na minha vida (e olha que nunca fui um profundo conhecedor do personagem).

O enredo foi baseado na HQ, Hábitos Perigosos, na qual Constantine se vê com um câncer terminal no pulmão (devido ao fato de fumar 30 cigarros por dia desde seus 15 anos).

Bom, na história Constantine foi ao inferno quando era criança e luta desesperadamente contra o mal para que sua alma não volte para lá. A detetive

Angela Dodson (Rachel Weisz) investiga o misterioso assassinato de sua irmã gêmea, Isabel Dodson,  que todos juram que ela cometeu suicídio.

Suas investigações a levam a John Constantine e ela pede sua ajuda mesmo contra vontade. Então ambos precisam confrontar um mundo sombrio e além de enfrentar vários demônios precisam lhe dar com o Anjo Davi (que não parece ser tão bonzinho como descrevem na Bíblia).

Os efeitos especiais até que são bons, as atuações de Reeves e Rachel não deixam a peteca cair, mas o público nerd em geral execrou o filme (pela grande falta de não colocarem um artista inglês assim como o mago dos gibis é).

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Mulher-Gato – 2004

Sejamos sinceros na época divulgaram bastante a imagem da Hale Berry num traje sexy e insinuante vestida de Mulher-Gato foi muito bom, mas eu gostaria muito de esquecer aquele filme (foi sofrível).

Na história Patience Price (Halle Berry), é uma artista que descobre um grande segredo da indústria de cosméticos pra qual trabalha sendo assassinada por conta disso.

E por um grande acaso do destino ela ressuscita graças ao Deus-Gato egípcio Mao que lhe confere poderes especiais derivados dos felinos (daí em diante Price assume o codinome de Mulher-Gato e combate o mal e a corrupção na empresa aonde trabalhava).

Bom, isso já foi o suficiente pra você ter uma ideia do que acontece no longa, mas a melhor parte é que fizeram algo independente do universo do Morcegão.

Só vale a pena por ter Halle Berry e Sharon Stone atuando nisso, mas de resto não dá pra engolir de jeito nenhum (se puder não assista nem que o céu desabe sobre sua cabeça).

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The Spirit: O Filme – 2008

Eu sinceramente queria gostar desta adaptação, pois foi dirigida por Frank Miller, o cara que renovou o status quo do Morcegão nos anos 80. Mais não dá o artista já havia trabalhado no roteiro de Robocop 2 e 3 (há alguns anos atrás e o resultado foi catastrófico).

The Spirit, é um herói criado pelo mítico Will Eisner sendo um dos personagens mais cultuados e respeitados dos gibis, porém sua ida pras telonas ficou um tanto confusa e sem graça.

O filme segue o mesmo estilo de Sin City, pois os efeitos especiais são quase os mesmos (só que sem a direção competente de Robert Rodriguez).

Na trama o policial novato Danny Colt é assassinado mais consegue voltar dos mortos e fica conhecido apenas como  detetive “O Espírito”. Há uma grande diferença com o personagem dos gibis que foi considerado morto, mas vivia clandestinamente escondido combatendo o crime (na cidade de Central City).

Isso é um furo gravíssimo ainda mais pra quem se diz ser um profundo fã da obra original. Voltando, o herói combate O Polvo (Samuel L. Jackson), seu maior arqui-inimigo.

A única coisa que realmente me despertou a atenção foram as mulheres, pois Will Eisner adorava femme fatale. E pra nossa diversão há várias mulheres surpreendentes: Sand Saref (Eva Mendes) que extrapola em sensualidade, Silken Floss (Scarlet Johansson) maravilhosa como sempre.

Pra completar o time ainda temos Lorelei Rox (Jaimie King), a perigosa Plaster de Paris (Paz Vega) e a chata da Helen Dolan (numa atuação muito fraca de Sarah Paulson).

Fora isso o filme é praticamente sem pé e nem cabeça, pois a cena mais chamativa é ver Espírito e Polvo lutando até a morte sem nem se importarem com seus ferimentos cada vez mais mortais.

Uma cena que talvez faça sentido pros fãs do herói, mas pra quem caiu de paraquedas como eu não entendeu nada.

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O Juiz – 1995

Juiz Dredd é um famoso herói durão dos gibis criado na Inglaterra pra revista “2000 AD”, em 1977. Ele defende Mega City One, uma grande cidade futurista  com problemas maiores ainda.

Aonde a violência é um mal rotineiro e o Salão da Justiça é a organização responsável por manter a ordem na sociedade e distrito.

Um juiz  têm o poder em suas mãos de ser ao mesmo tempo júri, carrasco e executor.

O filme tem um visual impactante para época com cenário bem realista e até boas cenas de ação, porém os furos no roteiro é deixar qualquer um cheio de raiva.

O Dredd de Sylvester Stallone era um cara muito durão, mas de repente foi acusado de assassinato, sendo condenado por um júri. Então tiram sua patente e  jogam ele para a Terra Maldita (descobrindo que tudo foi um plano orquestrado para destruí-lo).

Há uma confusão enorme entre Dredd e o vilão Rico (Armand Assante) de serem irmãos e clones ao mesmo tempo (o detalhe é que não se parecem em nada). O filme poderia ter sido melhor se tivessem colocado um vilão á altura de Dredd e não um tipinho igual a Lex Luthor. Eu sinceramente fico até hoje boiando sobre qual era o roteiro deste filme, pois não consegui entende-lo direito.

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Motoqueiro Fantasma – 2007

Nos gibis, Johnny Blaze, era um motociclista que fazia show de acrobacias num circo (até que seu pai ficou doente).

E desesperado ele fez um pacto com o demônio Mefistofelis para tentar curá-lo. Recebendo a maldição de ser transformado no Motoqueiro Fantasma.

O Motoqueiro Fantasma tem o poder assustador do Olhar de Penitência que faz a pessoa sentir toda dor que infligiu nos outros (e queima até sua alma, pra mim é algo muito sinistro!).

Na verdade Johnny não é muito conhecido do grande público em geral (apenas nós nerds de plantão sabemos um “pouquinho” mais sobre ele). Então era preciso colocar um roteiro mais assustador ainda do que aquele que vimos, mas não foi isso que aconteceu.

Apesar de seguir toda premissa básica dos quadrinhos e termos Roxanne interpretada pela bela Eva Mendes. Motoqueiro Fantasma  teve até uma interpretação convincente do Nicolas Cage ainda mais na hora da transformação.

Só que deram um mole tremendo ao entregar a direção pro Mark Steven Johnson o mesmo cara que conseguiu destruir o Demolidor. E apenas por isso já era um equívoco coloca-lo nesse filme (não foi a toa que tivemos outro fracasso).

Na história o vilão Blackheart foge do Inferno para pegar um contrato que lhe daria o poder de conquistar toda a Terra. Seu pai cobra uma dívida com Blaze que precisa lutar contra demônios que possuem poderes referentes aos elementos da natureza: Gressil (terra), Abigor (ar), Wallow (água).

Os efeitos especiais davam pro gasto, porém o roteiro deixou furos gravíssimos como deixar o tom sombrio que é a temática normal dos quadrinhos de lado. Para colar algumas piadinhas sem graça quanto aos poderes de Blaze e deixar somente pro final uma batalha que nem foi tão grandiosa como deveria ser.

A parte interessante foi a homenagem pro Cavaleiro Fantasma, o personagem que influenciou a criação do Motoqueiro, que no longa deixaram como motoqueiro. Os tradutores erraram feio, porque aonde já se viu um cowboy sendo chamado de motoqueiro?

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 Lanterna Verde – 2011

A intenção da DC era alçar ao patamar de Batman e Superman o herói mais querido pelos fãs de gibis, mas a atuação pífia de Ryan Reinolds e os efeitos especiais que soaram falsos deixaram muito a desejar.

Pra piorar Hal lutava contra uma nuvem negra que parecia ser a encarnação do medo (só que eu não senti medo nenhum).

O Sinestro, de Mark Strong ficou milhares de vezes melhor do que Hector Hammond (interpretado Peter Saarsgard). Lanterna Verde foi aquela decepção retumbante deixando a possível franquia do Gladiador Esmeralda jogada pro escanteio.

Estes foram alguns dos piores filmes de quadrinhos que escolhi, pois já havia feito alguns comentários espalhados em postagens sobre outros heróis. Tipo Capitão América, Fantasma e Liga da Justiça.

Daqui há algum tempo estarei colocando minha versão das melhores adaptações de HQs.

Relembre da segunda parte aqui (e até a próxima postagem).

Ober un evezhiadenn

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